Redação central, 19 mar (EFE). - Contando com o apoio da torcida no Maracanã, o Flamengo superou o Nacional do Uruguai pelo placar de 2 a 0 e chegou ao primeiro lugar do grupo 4 da Libertadores, mantendo as esperanças de classificação.
Para a partida de hoje, o técnico Joel Santana colocou Luizinho e Renato Augusto para suprir as ausências de Léo Moura e Toró, respectivamente. Ambos tinham sido expulsos na derrota de 3 a 0 para o mesmo Nacional na capital uruguaia.
No ataque, Marcinho ganhou a vaga de Diego Tardelli, numa aposta do treinador para dar mais velocidade ao setor.
Os rubro-negros começaram o jogo tocando bastante a bola e ameaçaram aos três minutos, com Juan cruzando perigosamente, mas a defesa cortou. Pouco depois, o Nacional perdeu boa chance com o gigante Richard Morales numa confusão dentro da área.
Os uruguaios não se intimidaram com o público no Maracanã e chegavam perigosamente, sempre nas costas de Juan. Aos 12, Fornaroli chutou colocado, mas a bola passou perto do canto esquerdo de Bruno.
A partir daí, o Nacional dominou as ações e os jogadores do Flamengo voltam a demonstrar o nervosismo da partida na capital uruguaia. Souza levou um cartão por dar um carrinho num adversário, enquanto Ibson e Renato Augusto chegaram a chutar Bertolo no chão - a sorte é que o árbitro paraguaio Carlos Amarilla não viu nada.
Em meio à pressão uruguaia, o Flamengo abriu o placar aos 25 minutos. Luizinho cobrou escanteio, Ronaldo Angelim dividiu no alto e Fábio Luciano acabou com a sobra. Ele ajeitou para Marcinho, que dominou e errou a primeira, mas depois superou o goleiro Viera.
O gol animou a torcida do Flamengo, que passou a dominar a partida. Juan teve boa chance após jogada de Ibson, Luizinho e Souza, mas a zaga afastou. Em seguida, Kléberson chutou de longe e assustou Vieira.
Aos 40 minutos, Ibson acertou o travessão após bom passe de Luizinho, que concluiu bela jogada com Souza.
Após o intervalo, o Flamengo continuou com problemas para criar boas chances, errando muitos passes, enquanto o Nacional saiu do esquema defensivo montado pelo técnico Gerardo Pelusso e tentou ameaçar o gol de Bruno.
Oscar Morales, aos 13, quase empatou, mas errou na conclusão após driblar Luizinho na área. Esta foi a melhor de uma série de chances dos uruguaios, que quase chegaram ao gol de empate.
Mas foi o Flamengo que fez o segundo, e novamente com Marcinho: aos 21, Luizinho cruzou na medida para Juan cabecear com estilo no canto esquerdo de Viera, mas a bola bateu no travessão. No rebote, o baixinho meia-atacante escorou e ampliou para os rubro-negros, afastando o risco de empate.
A partir do segundo gol, o adversário sumiu de campo e os cariocas tiveram boas chances de devolver os 3 a 0 da partida de Montevidéu, mas continuaram pecando nas finalizações.
Aos 40, Maxi entrou no lugar de Marcinho, bastante aplaudido pela torcida rubro-negra - sorte de Joel, que arriscou ao colocar o jogador de início e conseguiu um bom resultado.
O rubro-negro aparece agora com sete pontos, ultrapassando o próprio Nacional e o Cienciano, ambos com seis. A lanterna é do Coronel Bolognesi, que tem apenas um.
A próxima partida do Flamengo na Libertadores é o polêmico confronto com o Cienciano na altitude de Cuzco. O presidente do clube, Márcio Braga, já disse que o clube não joga e tem como base o veto à altitude estabelecido pela Fifa a cidades localizadas 3.000 metros acima do mar em diante - a cidade fica a 3.400 metros.
O presidente do Cienciano, Juvenal Silva, disse nesta mesma quarta que o Flamengo terá de pagar uma multa de US$ 100.000 se não viajar, além de ser suspensa de competições sul-americanas por três anos.
Ficha técnica: Flamengo: Bruno; Luizinho, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Cristian, Kléberson, Ibson e Renato Augusto; Marcinho (Maxi, aos 40 minutos do segundo tempo) e Souza (Obina, aos 32 min do segundo tempo). Técnico: Joel Santana.
Nacional: Viera; Acosta, Victorino, Barone e Romero; Cardaccio, Oscar Morales, Arismendi e Bertolo (Ligüera, aos 19 min do segundo tempo); Richard Morales e Fornaroli (Vera, aos 37 min do segundo tempo). Técnico: Gerardo Pelusso.
Árbitro: Carlos Amarilla (PAR), auxiliado por seus compatriotas Antonio Arias e Nicolás Yegros.
Cartões amarelos: Souza (Flamengo); Arismendi, Fornaroli e Romero (Nacional). EFE bba/dp