Roma, 21 abr (EFE).- Luciano Moggi, ex-diretor-geral da Juventus e principal acusado no escândalo conhecido como "Calciocaos", disse que no mundo do futebol não há homossexuais, já que um gay "não poderia ser jogador" e que ele é contrário à sua presença nas equipes.
"No futebol não há homossexuais. Não sei se os jogadores são contra a presença deles nas equipes. Eu, certamente, sou contra", disse Moggi em entrevista ao jornalista italiano Klaus Davi.
O ex-diretor-geral do clube de Turim afirmou que a Juventus não teve jogadores homossexuais durante sua gestão e que não contrataria um atleta com essa opção sexual.
"Eu conheço o ambiente deste esporte e um gay não pode viver nele. Um homossexual não pode ser jogador. O mundo do futebol não foi feito para eles. É um ambiente particular, os atletas ficam nus no vestiário", afirmou Moggi.
A entrevista polêmica do ex-cartola provocou críticas.
Franco Grillini, ex-deputado socialista e presidente de honra do movimento gay "Arcigay", disse que Moggi é um "vulgar homófobo" e que o melhor que poderia fazer "é aposentar-se e calar-se".
Grillini afirmou que "uma pessoa que teve problemas com a Justiça, como Moggi, deveria ter o bom gosto de evitar moralismos".
Vladimir Luxuria, transexual e ex-deputado comunista, declarou que alguns desejam colocar os homossexuais em "reservas indígenas" e assegurou que a capacidade profissional não se mede com a orientação sexual.
Para Luxuria, o homossexualismo no futebol "existe, mas os jogadores gays não encontram o clima ideal para poder se assumir." EFE JL/plc