LANCEPRESS
A vitória do São Paulo por 1 a 0 sobre o Guarani, na tarde deste domingo, em Campinas, pode ter marcado o capítulo final do duelo entre os dois clubes no Estádio Brinco de Ouro da Princesa.
Na próxima quinta-feira, dia 27, a diretoria do Guarani apresentará ao Conselho Deliberativo do clube o projeto que envolve a troca do Brinco de Ouro por uma nova arena multiuso com 35 mil lugares, na Rodovia D. Pedro I. O prazo para a construção desta arena é de 18 meses.
Além da nova e moderna arena, pela cessão do Brinco, o Guarani receberia um alojamento para 200 jogadores, uma nova sede social onde hoje está instalado seu Centro de Treinamento, R$ 30 milhões para investimento no futebol e a quitação de dívidas trabalhistas e cíveis, que giram em torno de R$ 60 milhões.
- Como torcedor bugrino, fico extremamente triste com esta situação. Vender o patrimônio deveria ser uma das últimas alternativas para o clube. Tenho a melhor das lembranças do Guarani porque trabalhei aqui em uma época de ouro do clube. Em uma situação como essa, seria preferível ter de volta o Beto Zini (ex-presidente do Guarani, entre 88 e 99), que era polêmico, mas ousado - disse o superintendente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, que foi médico do Guarani entre 91 e 93.
- Fico triste porque já trabalhei neste grande clube, que tem uma grande torcida, um grande estádio. Não é bom para o futebol brasileiro que o Guarani esteja passando por uma situação como essa - lamentou o técnico Muricy Ramalho, que comandou o Bugre no Campeonato Paulista de 1997.
22:08 23/03/2008