MÕNACO (AFP) - O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, envolvido em um escândalo sexual, estará em Mônaco neste final de semana para assistir ao Grande Prêmio de Fórmula 1, mas se mostra muito discreto e evita contatos com a imprensa.
Mosley não está representando a FIA nesta prova, a sexta do Campeonato Mundial de 2008 que ficará a cargo do vice-presidente da entidade, Marco Piccinini.
Mosley enviou cartas aos presidentes de todas as federações afiliadas à FIA, afirmando que sua destituição da presidência causará grandes prejuízos à entidade, que perderá o controle da Fórmula 1 e de seus direitos comerciais.
O destino de Mosley será decidido numa reunião extraordinária do Conselho Mundial da FIA, que será realizada em 3 de junho próximo em Paris.
Bernie Ecclestone, o principal gestor dos direitos comerciais da Fórmula, respondeu às declarações de Mosley, qualificando-as de "imprecisas".
"Os gestores dos direitos comerciais não querem tomar o controle dos regulamentos da Fórmula 1", declarou Ecclestone. "Pensamos que os regulamentos devam ser ditados pelos grupos de trabalho técnicos e esportivos da Fórmula 1, sujeitos à aprovação da Comissão da Fórmula 1 da FIA e de seu Conselho Mundial".