Por Alan Baldwin
PARIS (Reuters) - Depois de assumir a liderança do
campeonato de Fórmula 1 pela primeira vez em sua carreira, o
brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, deveria aproveitar o
momento.
Com quatro nomes diferentes a liderar a classificação geral
em um espaço de quatro corridas, a badalada categoria chega à
metade de sua temporada com a disputa ainda em aberto e com a
promessa de muitas reviravoltas por vir.
Massa foi o grande beneficiado no Grade Prêmio da França
deste fim de semana, conquistando sua terceira vitória em oito
corridas para tornar-se o primeiro brasileiro a liderar a
categoria desde que Ayrton Senna o fez em 1993.
Lewis Hamilton, da McLaren, foi o grande perdedor da última
disputa, tendo sido punido duas vezes e não tendo conseguido
marcar nenhum ponto pela terceira vez na temporada.
Há apenas duas corridas, o britânico de 23 anos
encontrava-se na primeira posição depois de vencer a
emocionante prova disputada nas ruas de Monte Carlo.
O atual campeão da categoria, Kimi Raikkonen, da Ferrari,
havia liderado a temporada antes de Mônaco, ao passo de Robert
Kubica, da BMW-Sauber, tirou Hamilton da primeira posição duas
semanas mais tarde, ao vencer em Montreal.
Raikkonen conquistou o título do ano passado depois de
estar 17 pontos atrás de Hamilton a duas corridas do final da
temporada. E esse fato por si só serve para evitar que qualquer
um dos quatro principais competidores deste ano considere-se o
favorito.
"Neste momento, não ganhamos nada. Apenas algumas
corridas", afirmou Massa, no domingo.
"O campeonato ainda continua 100 por cento indefinido e
ainda temos muitas corridas para disputar. Precisamos fazer
nosso trabalho corrida a corrida, pensar nos pontos, pensar
sobre se a vitória é boa ou se um segundo lugar ou mesmo um
terceiro não sejam também bons."
Massa, considerado por muitos, no passado, um piloto de
segunda categoria, não precisou citar as críticas recebidas dos
meios de comunicação após ter passado em branco nas duas
primeiras corridas do ano.
No entanto, o brasileiro evitou declarações de repúdio.
"Eu não marquei pontos nas primeiras duas corridas e agora
estou na liderança", afirmou. "Kimi não marcou nas últimas duas
corridas também, e ele continua lutando pelo título."
"Não podemos tirar ninguém da disputa neste momento. Ainda
falta muito até a última corrida."