PEQUIM (Reuters) - Veja abaixo quem sobe e quem desce nos
Jogos Olímpicos de Pequim após as competições deste sábado.
ALTOS
* A delegação brasileira em Pequim garantiu neste sábado no
mínimo igualar o recorde de 15 medalhas olímpicas conquistadas
nos Jogos de Atlanta, em 1996, após o ouro do vôlei feminino e
o bronze de Natália Falavigna no taekwondo.
As duas medalhas conquistas levaram o Brasil ao 22o lugar
no quadro de medalhas, com 14 medalhas (3 de ouro, 3 de prata e
8 de bronze), e o país tem no mínimo mais uma prata garantida,
com a seleção masculina de vôlei classificada para a final
contra os EUA.
Em número de medalhas de ouro, entretanto, que serve como
base para a classificação no quadro de medalhas, a melhor
campanha brasileira foi em Atenas-2004, quando o país
conquistou 5 ouros, num total de 10 medalhas (2 de prata e 3 de
bronze).
O Brasil ainda tem mais uma possibilidade de subir ao pódio
em Pequim, na maratona masculina, que encerra os Jogos no
domingo. Em Atenas, Vanderlei Cordeiro de Lima chegou em 3o,
após ter sido empurrado por um invasor quando liderava a prova.
* Uma jogadora em especial se destacou na conquista da
inédita medalha de ouro do vôlei feminino do Brasil: Sheilla. A
oposto foi a maior pontuadora da decisão, com 19 bolas na
quadra dos Estados Unidos, e brilhou numa partida em que todas
as jogadoras brasileiras provaram realmente formar o melhor
time dos Jogos Olímpicos. A capitã Fofão, de 38 anos, e a
líbero Fabi também brilharam, colocando-se entre as melhores do
mundo em suas posições.
BAIXOS
* O cubano Angel Valodia Matos, do taekwondo, ficou
irritado com o árbitro de seu combate pela medalha de bronze e
acertou um chute na cabeça do juiz sueco Chakir Chelbat. A
agressão aconteceu após uma ríspida discussão entre o lutador,
seu técnico e os árbitros do combate, após Chelbat ter
paralisado a luta, aparentemente a favor do adversário de
Matos, o cazaque Arman Chilmanov. Matos foi punido logo após a
luta com a exclusão definitiva do esporte pela Federação
Mundial de Taekwondo.
* A seleção cubana de beisebol, considerada a maior
potência do esporte nos Jogos Olímpicos (sem a presença de
profissionais que atuam no EUA) perdeu para a Coréia do Sul na
final da Olimpíada de Pequim, na despedida da modalidade do
programa dos Jogos.
Os cubanos, ouro em Barcelona-1992, Atlanta-1996 e
Atenas-2004, além da prata em Sydney-2000, sucumbiram diante do
lançador canhoto Ryu Hyunjin e perderam a decisão olímpica por
3 a 2, ficando novamente em 2o lugar. Por decisão do Comitê
Olímpico Internacional, o beisebol não será disputado em
Londres-2012, e enfrentará uma nova votação para os Jogos de
2016.