BARCELONA (Reuters) - O presidente da Federação
Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, desmentiu
nesta sexta-feira que pretende afastar-se da Fórmula 1 após seu
envolvimento em um escândalo sexual, e assegurou que assistirá
ao Grande Prêmio de Monte Carlo, em Mônaco, no mês que vem.
"Vou ao Grande Prêmio de Mônaco. Eu vivo ali", disse Mosley
ao portal da revista alemã Autosport. O presidente da FIA está
na Jordânia, onde assiste a uma prova de rali.
Mosley, de 68 anos, enfrenta grandes pressões para
renunciar ao cargo, depois que foram publicadas fotografias
suas no jornal britânico "News of the World" participando de
uma orgia sadomasoquista com prostitutas vestidas como
nazistas.
O presidente da FIA não esteve no Grande Prêmio do Barein,
em 6 de abril, depois que os organizadores disseram que ele não
era bem-vindo. Ele também não está no GP da Barcelona deste fim
de semana.
"Eu nunca tive intenções de ir a Barcelona, pois não tenho nada
para fazer ali", disse Mosley, sobre o GP catalão.
Ele ainda negou ter sido considerado "persona non grata" na
Jordânia, onde foi convidado pelo príncipe herdeiro Feisal Al
Husein.
(Por Alan Baldwin)