LANCEPRESS
Ao término da partida do último sábado, contra o ABC, os jogadores do Corinthians que saíam para o vestiário vivenciaram uma situação lamentável. Na ocasião, torcedores da equipe natalense cuspiram contra atletas do Timão e gritaram palavras racistas contra o goleiro Felipe. Na reapresentação do elenco alvinegro, nesta segunda à tarde, o atleta comentou o caso.
- Chega a um ponto que é mesma coisa do que bater em ponta de faca. Enquanto não tiver punição severa, não vai mudar. Essas pequenas pessoas estragaram a festa da torcida do ABC. Fico chateado, mas vou tentar esquecer. Infelizmente, sei que mais cedo ou tarde, alguém vai falar isso também - disse Felipe.
Para o goleiro, que chegou ao Timão no ano passado, não foi a primeira vez que ele foi vítima deste tipo de situação. Em 2005, quando atuava pelo Vitória-BA, Felipe e seus companheiros foram rebaixados para a Série C do Campeonato Brasileiro. O então presidente do clube, Paulo Carmeiro, chegou a dizer que o goleiro era "macaco" e "negro vendido".
- O cara (Paulo Carneiro) está solto até hoje. Já foi provado com áudio, fita, mas é assim mesmo. Isso é Brasil - lamentou.
De acordo com o Código Disciplinar da Fifa, o clube do(s) torcedor(es) infrator(es) pode sofrer punição de três pontos no primeiro caso de racismo e até ser eliminado da competição se reincidir na infração.
O artigo 187 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva também trata do assunto. Se for indiciado, julgado e punido, o ABC poderá arcar com uma multa de R$ 10 mil a R$ 20 mil, além de perda do mando de campo de um a dez jogos na Série B do Brasileirão.
18:53 26/05/2008