Assunção, 26 mai (EFE).- As autoridades esportivas do Paraguai admitiram hoje que não podem evitar a revenda de entradas para o jogo Brasil-Paraguai, válido pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, e que vai ser disputado em 15 de junho, em Assunção.
O ministro dos Esportes paraguaio, Federico Frutos, disse que, "lamentavelmente", o país não tem uma lei que proíba a ação de cambistas.
Segundo vários torcedores que não conseguiram comprar entradas para a partida, a maioria dos ingressos, sobretudo os destinados aos setores populares e à geral do Estádio Defensores del Chaco, estão em mãos de cambistas, que os revendem a um preço muito maior.
Frutos citou como uma das medidas para evitar situações do tipo a venda de, no máximo, cinco entradas por pessoa. Porém, disse que, apesar de ser uma autoridade do esporte, não tem o apoio de uma lei para intervir nas vendas, que ficam a cargo de empresas privadas.
Por sua vez, Romerito, ex-integrante da seleção paraguaia e que ajudou o Fluminense a conquistar um título brasileiro nos anos 80, disse, após uma reunião com o ministro e o presidente Nicanor Duarte, que a melhor saída seria boicotar os cambistas. EFE rg/sc |Q:DEP:pt-BR:15054000:Esportes:Futebol|