LANCEPRESS
Neste século, o atletismo masculino brasileiro vive uma situação contraditória em suas modalidades de velocidade. Distante da elite há anos em provas individuais, o país consegue desde 1996 se manter no topo no revezamento 4x100m.
Uma conseqüência disso é que, durante o Troféu Brasil de Atletismo, que está sendo disputado em São Paulo, alguns atletas admitiram que o país prioriza a competição coletiva à individual. As provas dos 100m e 200m rasos acabam ficando em segundo plano nos treinamentos e competições. E uma aproximação aos melhores velocistas do mundo fica mais difícil.
– Vamos dar um pouco mais de prioridade para o revezamento na Olimpíada. Mas como também estou em prova individual, também vou dar atenção a essa prova. O revezamento brasileiro tem história, é a nossa maior chance – disse José Carlos Moreira, o Codó, que possui vaga para a Olimpíada de Pequim no revezamento e nos 100m.
O último resultado expressivo internacional de um velocista brasileiro foi em 1999, com a medalha de prata de Claudinei Quirino no Mundial de Sevilha, na Espanha, nos 200m rasos. Somado a isso, o recorde sul-americano dos 100m rasos completará 20 anos no dia 22 de julho, com o tempo de 10s de Robson Caetano em 1988.
No mesmo período, o revezamento 4x100m colheu glórias. O time foi bronze em Atlanta-96, prata em Sydney-2000, além de outras conquistas, como o ouro no Pan-Americano do ano passado.
O segredo para o sucesso, segundo os integrantes da equipe, é o entrosamento e uma técnica diferenciada na entrega do bastão durante a corrida.
– No revezamento, não ganham os quatro homens mais velozes, mas quem consegue passar o bastão mais rápidamente na mão de cada homem – disse Bruno Tenório, um
dos atletas do revezamento.
19:59 27/06/2008