LONDRES (Reuters) - O presidente da Federação Internacional
de Automobilismo, Max Mosley, disse estar considerando a
possibilidade de processar por difamação os meios de
comunicação que noticiaram sua participação em uma orgia
sadomasoquista.
Na última quinta-feira, Mosley ganhou 60.000 libras ( de
119.100 dólares) de indenização do tablóide britânico News of
the World na Alta Corte de Londres, por violação de sua
privacidade, provocada pela divulgação de detalhes de uma
sessão de sexo com cinco prostitutas de temática alemã.
Em uma entrevista concedida ao Sunday Telegraph, o
presidente da entidade que comanda a Fórmula 1 disse que agora
pretende processar o News of the World por difamação, além de
acionar legalmente organizações de mídia, notadamente da
França, Alemanha e Itália, por publicarem fotografias
intrusivas sem seu consentimento.
"Eu tenho uma certeza muito grande de que alguns jornais
literalmente arruinam a vida das pessoas e é preciso que seja
feito mais para acabar com isto", disse ele ao Sunday
Telegraph.
A reportagem do News of the World, publicada em março,
dizia que Mosley, filho do líder fascista britânico nos anos
1930 Oswald Mosley, havia participado de uma "orgia nazista
doentia".
A corte aceitou a alegação dele de que não havia qualquer
elemento nazista na orgia publicada no jornal, e que a mulher
que filmou o ato também concordou que não havia nada que
pudesse caracterizá-lo como tal.
Mosley, 68, sofreu pressões para abandonar seu cargo. No
entanto, ele manteve-se na posição após receber um voto de
confiança em uma assembléia extraordinária da FIA.
(Por Michael Holden)