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Tempo para trabalhar. É o que Muricy Ramalho pede desde que chegou ao São Paulo, no início de 2006. É o que Muricy Ramalho terá pelas próximas seis semanas.
A eliminação na Libertadores deixou a equipe focada exclusivamente no Brasileirão. E com folga às quartas-feiras.
Claro que todos preferiam jogar de três em três dias, mas o período é considerado importante para os muitos ajustes que ainda precisam ser realizados. O Tricolor só voltará a jogar duas vezes na mesma semana em julho, quando enfrentará o Ipatinga, no dia 6, e o Náutico, no dia 9.
– Vai ser um período bom para nós trabalharmos duro, como sempre fazemos aqui no São Paulo – comemorou Muricy Ramalho, maior pregador do trabalho no grupo.
As seis semanas livres em seqüência são raridade no futebol brasileiro. Até hoje, passados quase cinco meses em 2008, o elenco teve somente quatro semanas de treinos entre uma partida e outra. Sem contar os dez dias de pré-temporada, a partir da reapresentação, no dia 7 de janeiro, até a estréia no Campeonato Paulista, dia 17. Período, aliás, que Muricy considera muito curto.
Entretanto, as semanas livres também atormentam os jogadores. A teoria é simples: se o time estivesse em boa fase, seria ótimo para aperfeiçoar a equipe e arrancar para o tetracampeonato. Mas depois da traumática derrota diante do Fluminense e do frustrante empate contra o Coritiba, no Morumbi, o grupo não vê a hora de apagar a má impressão.
– Eu, particularmente, não gosto de ficar uma semana toda sem jogar. Acho que meu rendimento cresce quando temos jogos de quarta e domingo. Mas temos de usar isso a nosso favor, corrigindo os erros e descansando durante a semana – ponderou o meia Jorge Wagner.
O camisa 7 é justamente um dos que mais podem lucrar com a longa distância entre os jogos. Recuperado de uma lesão no joelho direito, ainda está aquém da condição física ideal.
Na terça, nesta quarta e na quinta, o grupo treinou em dois períodos. A avaliação do trabalho será feita domingo, na Vila Belmiro, contra o Santos.
21:18 27/05/2008