Campeão mundial dos 50m e 100m livre, Cesar Cielo definiu qual é a próxima meta de sua carreira: superar os 21s64 estabelecidos por Alexander Popov na prova mais rápida da natação há nove anos.
"Quero fazer pelo menos 21s63 para acabar com essa história de que o Popov é melhor que a gente, que eram os maiôs que batiam recordes", comentou o atleta, que assim como o russo, não poderá contar com os super maiôs - responsável pela chuva de recordes mundiais vistas no últimos meses, a roupa estará proibida a partir da próxima temporada.
Atualmente, o recorde mundial pertence ao francês Frederic Bousquet, que contou com a ajuda da tecnologia têxtil. "Com as piscinas melhores também dá para sermos mais rápidos. No ano que vem, vai dar para vermos isso", destacou Cielo, que é o recordista mundial dos 100m livre, com 46s91.
Na visão dele, porém, haverá um período de "adaptação" até que as marcas sejam quebradas. "Voltei um pouco para os tempos do Pan-2007 e do Campeonato Universitário de 2008. Mas, pela evolução que tive nos treinos desde então, dá para nadar de bermuda para 21s3, 21s2", destacou.
No Mundial de Roma, Cielo foi o campeão dos 50m livre com 21s08 - no Rio de Janeiro, há dois anos, ele havia estabelecido 21s84, para subir ao ponto mais alto do pódio na prova em que se sagraria campeão olímpico no ano passado.
O paulista, inclusive, chegou a falar sobre a possibilidade de fazer um pacto na disputa do Open de natação, em dezembro. "Não quero ser o herói de ninguém e achar que vou ganhar estando só eu de bermuda. Mas, se tiver um pacto, eu nado o Open de bermuda. Se não tiver, nado com o maiô que nadei este ano", apontou.
Técnico - Após um período de paz com a Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos, Cielo voltou a alfinetar a entidade - recentemente, o presidente Coaracy Nunes anunciou que um dos técnicos do nadador, o australiano Brett Hawke já tem contrato com o Brasil.
"Não tem nada de contrato. Os 20% que o Brett está recebendo é um repasse que todos os treinadores de atletas patrocinados pelos Correios recebem", destacou. "Quem sabe mais para frente não damos um jeito de prendê-lo?", comentou.