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Delegado cogita indiciar travesti por extorsão a Ronaldo
(Ter, 29 Abr, 04h02)
Reuters
 

André Luiz Ribeiro Albertino vê, nesta terça-fe
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RIO DE JANEIRO (Reuters) - A polícia deve indiciar por extorsão e furto de documento um travesti envolvido num incidente com o jogador Ronaldo, ocorrido em um motel do Rio de Janeiro, disse nesta terça-feira o delegado responsável pela investigação do caso.

A tentativa de extorsão ao jogador, que está no Rio realizando tratamento de fisioterapia após passar por uma operação no joelho em fevereiro, foi confirmada em depoimento à polícia por outro travesti envolvido no programa, afirmou o delegado Carlos Augusto Nogueira Pinto.

"O outro travesti disse no depoimento, assinado, que a Andréia (codinome de André Luiz Ribeiro Albertino) pediu 50.000 reais a ele (Ronaldo)", disse o delegado a jornalistas.

"É bem provável que ele seja indiciado por extorsão, foi o próprio companheiro que disse isso", acrescentou.

Além do eventual indiciamento por extorsão, que tem pena prevista de 4 a 10 anos de prisão, Albertino ainda pode ter que responder pelo furto do documento do carro do jogador. De acordo com o delegado, o travesti teria pego o documento sem conhecimento do jogador.

Segundo a polícia, Ronaldo envolveu-se no episódio após deixar uma boate na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, e seguir para um motel do mesmo bairro acompanhado de prostitutas, na madrugada de segunda-feira.

Segundo a polícia, depois de perceber que se tratavam de travestis, o atacante teria oferecido 1.000 reais para os três desistirem do programa e manterem silêncio sobre o caso. Dois travestis teriam aceitado o acordo, mas o terceiro, identificado como André Luiz Ribeiro Albertino, teria cobrado 50.000 reais para que o assunto não fosse vazado para a imprensa, ainda de acordo com a polícia.

O delegado afirmou também que pretende ouvir Ronaldo e os três travestis na próxima semana, e acrescentou que só vai fazer o indiciamento após ouvir todos os envolvidos.

Em nota oficial divulgada nesta terça-feira, a assessoria de imprensa do jogador do Milan informou que não há "qualquer possibilidade de o jogador comparecer à delegacia", uma vez que não foi registrada nenhuma queixa-crime contra ele.

Na delegacia onde o caso foi registrado na segunda-feira, Albertino acusou o atacante de ter ameaçado agredi-los caso eles falassem sobre o assunto publicamente e de lhes pedir que comprassem drogas.

De acordo com o delegado, Ronaldo negou em depoimento que tenha ingerido drogas e alegou estar sendo vítima de extorsão.

"Vamos ouvir a Andréia na semana que vem para saber realmente se houve ameaça por parte do Ronaldo", afirmou. "Não posso ajudar o Ronaldo porque ele é o Ronaldo. Temos que preservar os direitos de todas as pessoas."

Na nota, a assessoria do jogador acrescenta que "Ronaldo jamais foi usuário de drogas" e diz que o atacante tem uma consulta marcada com o médico francês Gérard Saillant (que operou seu joelho), em Paris, para o início de maio, sem precisar a data.

De acordo com o breve comunicado, "os indícios apontam para uma tentativa de extorsão, onde o atacante do Milan é a única vítima e, se necessário, tomará as atitudes cabíveis."

(Por Pedro Fonseca, com reportagem da Reuters TV)

 
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