[imagem=8599#alinhamento=esq#legenda=Marílson (d) recebe prêmio de melhor da década#credito=358]
Campeão da Maratona de Nova York nas temporadas de 2006 e 2008, Marílson Gomes dos Santos se prepara para buscar o tricampeonato da prova norte-americana neste domingo. Livre de uma lesão no calcanhar esquerdo, o brasileiro chega como favorito e assediado pelo público.
"Estamos com a expectativa de tentar fazer o que fizemos nas edições anteriores e ganhar o título. Se correr tudo bem no dia, eu não sentir dor muscular nem dor estomacal, posso atingir meu objetivo novamente", disse Marílson em teleconferência com jornalistas brasileiros na tarde desta quinta-feira.
Em 2006, ele chegou a Nova York como um anônimo e entrou para história da prova ao se tornar o primeiro sul-americano a vencê-la. Dois anos depois, conquistou o bicampeonato e nessa semana foi premiado como melhor atleta da década da competição. Ao falar do tratamento dos torcedores na véspera de tentar a terceira conquista, Marílson alfineta o público brasileiro.
"Agora, está totalmente diferente. Eu era um atleta anônimo quando corri pela primeira vez e agora muita gente me reconhece, quer tirar foto, pedir autógrafo. É um reconhecimento legal e os americanos sabem bem como fazer isso. Os Estados Unidos dão valor aos atletas e aos ídolos", declarou.
Marílson não esconde que o tricampeonato está na mira, mas aponta pelo menos outros sete competidores em condições de triunfar, principalmente os africanos. "Tem no mínimo oito corredores capazes de ganhar a prova, eu sou um deles. Acho que vai ser a mais forte e disputada de todos os tempos", apontou.
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Tetracampeão entre 1975 e 1979, o norte-americano Bill Rodgers é o maior vencedor da Maratona de Nova York. Se vencer neste domingo, Marílson iguala Alberto Salazar, também dos Estados Unidos, que dominou entre 1980 e 1982.
Na véspera da prova, Marílson procura ignorar a possibilidade de alcançar o segundo maior vencedor. "Na verdade, não estou nem pensando nisso. Estou pensando em fazer minha prova mais do que qualquer outra coisa, assim como nos outros anos. Não estou pensando em igualar ninguém", disse.
Por outro lado, ele admite que a cobrança sobre um bicampeão é maior. "Sem dúvida que tem uma pressão em cima de mim, mas aprendi a lidar com isso e estou encarando de uma forma mais natural", comentou.
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Atual campeão da Maratona de Nova York, Marílson não conseguiu resultados expressivos na temporada. Ele foi o 16º colocado no Mundial de Berlim e ficou no 17º lugar no Mundial de Meia Maratona. No entanto, o brasileiro não vê a prova norte-americana como chance para salvar o ano.
"O maior objetivo era o Mundial de Berlim, mas infelizmente estava com um problema de lesão no calcanhar esquerdo e não tive tempo de fazer a preparação necessária. Já o Mundial de Meia Maratona foi um treino para cá. Agora, estou confiante e espero fazer uma boa prova, mas se não fizer aqui, ainda vou ter outras chances para fazer", afirmou.
Um dos motivos do otimismo de Marílson em Nova York é justamente a recuperação completa da lesão no calcanhar esquerdo. "Atualmente, não estou sentindo mais esse problema. Eu dei um tempo de descanso e acho que isso fez com que melhorasse. Estava precisando disso: parar um pouco e só voltar a treinar sem dor", explicou.
Torcendo por um clima ameno e sem chuva, Marílson acredita que o recorde de 2h07min43s estabelecido pelo etíope Tesfaye Jifar em 2001 pode ser superado. "A expectativa esse ano é que a prova seja mais rápida e é muito provável que o recorde seja quebrado", declarou.