Francisco Ávila.
Barcelona, 30 abr (EFE).- Joan Laporta, presidente do Barcelona, se mostrou disposto a iniciar um processo de renovação no clube, após a eliminação da Liga dos Campeões e a perda do título espanhol para o rival Real Madrid.
A longa viagem de volta de Manchester deixou claro o isolamento do holandês Frank Rijkaard, técnico do Barça, algo que já foi visto no jogo de ida e em outros momentos da temporada.
A direção sabe que chegou a hora de agir, como admitiu um dirigente à Agência Efe.
"É evidente que estamos à beira de uma mudança de ciclo. É preciso tomar decisões", disse.
A idéia de Laporta é que Rijkaard conclua seu contrato, que vai até junho de 2009, mas no momento trata-se de um cenário impossível.
Embora a diretoria não admita, a principal aposta é Pep Guardiola, ex-jogador do clube e técnico das categorias de base.
O holandês teve uma breve conversa com o diretor técnico, Txiki Beguiristain na sala de espera do aeroporto de Manchester. Joan Laporta observava a cena e decidiu participar da resenha.
Os jogadores estavam no outro lado da sala. Abatidos, especialmente os mais jovens. O argentino Lionel Messi estava com cara de poucos amigos.
Bojan Krkic estava acompanhado pelos pais. Alguns jogadores estavam com suas famílias, como Xavi Hernández. Deco estava sozinho.
É o pior momento da administração de Laporta. Houve um princípio de crise na temporada 2003-04, mas com a chegada do holandês Edgar Davids e da subida de produção de Ronaldinho Gaúcho, a equipe superou o momento difícil.
Todos sabem o que aconteceu depois. A equipe venceu dois campeonatos espanhóis e uma Liga dos Campeões.
Em 2008, Rijkaard está na corda bamba e a saída de Ronaldinho Gaúcho é certa. Laporta projeta uma nova versão do Barça: a 2.0, uma aposta sem Rijkaard, com Guardiola e caras novas. EFE fá/plc |Q:DEP:pt-BR:15054000:Esportes:Futebol|
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