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    Blog da Copa América

    Raçudo, técnico, campeão, inexplicável… Uruguai

    Extensão territorial e número de habitantes. Essas são as únicas referências em que o adjetivo 'pequeno' pode ser aplicado quando se trata do Uruguai. Dentro de campo, os 11 escolhidos para representar essa pátria de 3,3 milhões de habitantes se tornam gigantes. Tradicionalmente grandes, raçudos, técnicos... Passionais.

    Uruguai se torna o maior campeão da Copa América

    Essa é apenas umas das razões para explicar o fato de o Uruguai se tornar o maior campeão da história da Copa América (o torneio de seleções mais antigo do mundo) ao bater o Paraguai por 3 a 0, neste domingo, no Monumental de Núñez.

    O título serve para confirmar o resgate da escola uruguaia no futebol sul-americano e mundial e não pode ser encarado como nenhuma surpresa. O quarto lugar na Copa da África e o futebol apresentado pela Celeste encantaram o mundo.

    O caminho até a final da Copa América foi tortuoso. Apontando desde o início como um dos favoritos ao título, o Uruguai apresentou um futebol burocrático e de pouca vibração na primeira fase. O jogo uruguaio só apareceu quando o time teve um outro gigante do futebol como oponente. E como, tradicionalmente, gostam de desafios, os uruguaios se superaram e eliminaram a Argentina de Messi nas quartas de final.

    A partir daí, com a eliminação do Brasil, o caminho até o título parecia estar já definido. Ao menos era o que parecia quando se via o Uruguai entrar em campo. Primeiro diante do Peru e depois contra o Paraguai.

    Nas duas partidas, o Uruguai foi seguro e soberano das ações. Dominou as duas partidas e dava a impressão que se jogasse dez vezes contra os mesmos adversários sairia vencedor de todos os confrontos.

    Na final não foi diferente. A Celeste entrou em campo apoiada pela torcida e convencida de que a final já estava decidida. Nem mesmo o espírito pragmático e a boa fortaleza defensiva do Paraguai foram páreo para a determinação uruguaia. Tanto, que a equipe do técnico Oscar Tabárez abriu o placar já aos 11 minutos, Forlán lançou Suárez, que bem colocado fintou o adversário e chutou para anotar o gol. Ainda da primeira etapa, o Uruguai ampliou com Forlán (que amargava um jejum de 12 jogos em branco).

    No segundo tempo, o Paraguai voltou melhor e tentou reagir. Mas, já estava definido. O Uruguai seguiu controlando o jogo correndo poucos riscos. E já no fim, fechou a conta de vez novamente com Forlán, que recebeu a bola de Suárez e livre tocou na saída de Villar. O placar largo e o título não deixam dúvidas. O Uruguai está de volta. Tem uma bela geração na equipe principal atual e outra que está por vir e que foi vice-campeã do mundial sub-17 neste ano.

    Capacidade técnica, raça e amor a camisa são apenas palavras soltas para tentar justificar essa seleção uruguaia. A maior virtude da equipe é honrar a tradição do seu futebol. A Celeste é grandiosa e historicamente inexplicável.

     

    1 comentário

    • Otávio  •  9 meses atrás
      Uruguai é a prova de que se não houver amor à camisa, raça e comprometimento, nenhuma Seleção chegará a lugar algum. Tudo isso falta ao Brasil, cujos jogadores só pensam em suas carreiras, tal qual os políticos.

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