Edgar: embaladoO UFC retorna ao Japão sábado (25), onde realiza a edição 144 no Saitama Super Arena, e terá como atração principal a disputa do cinturão dos leves entre os norte-americano Frankie Edgar (campeão) e Ben Henderson (desafiante).
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Sem brasileiros e bem montado, o card principal trará combates eletrizantes com lutadores experientes. Confira abaixo o palpitão para os mais esperados.
Frankie Edgar x Ben Henderson
Campeão peso leve, Edgar coloca o título em jogo pela quarta vez. Disposto a se livrar definitivamente do estigma de 'lutador chato' com a virada e vitória fantástica por nocaute sobre Gray Maynard na última luta (UFC 136), o norte-americano deve apostar novamente na movimentação caprichada e nos ângulos peculiares para aplicar sequências e descolar vantagens.
Henderson é mais uma cria do WEC (World Extreme Cagefighting, evento incorporado ao UFC ) e tem 'sangue no olho' suficiente para fazer frente ao estilo calculado do adversário. É eficiente para encontrar brechas em guardas sólidas e sabe usar como poucos os clinches para encurralar adversários contra as grades e executar golpes rápidos.
PALPITE: Jogo de 'gato e rato' à vista. Henderson tentará travar Edgar de todas as formas para colocar uppers ou joelhadas e usará a maior envergadura como arma extra. O campeão tem um dos preparos físicos mais afiados da categoria, se manterá circulando e confiante nos contragolpes para não correr riscos em demasia.
Se estiver em perigo, o tão falado poder de recuperação de Edgar pode novamente entrar em ação. O gás fará a diferença, e o campeão vence em decisão por pontos parelha.
Rampage Jackson x Ryan Bader
Ídolo local na época do Pride, Rampage volta ao Japão após seis anos e tem motivação de sobra para dar a volta por cima após perder para o campeão Jon Jones na edição 135 (setembro de 2011). Segue previsível, mas com a mesma tenacidade para trocar golpes que o tornou famoso no esporte.
Rampage: volta ao JapãoO estilo de Bader não foge muito do convencional calcado no wrestling/boxe, mas se impõe pela potência elevada, fortalecidos ainda por um dos físicos mais avantajados entre os meio-pesados.
PALPITE: Uma das chaves para o sucesso de Bader será reforçar aspectos táticos, se proteger e movimentar adequadamente para evitar as bombas de direita do adversário.
Rampage é o típico atleta que se inflama com o decorrer do combate, mas tem como ponto falho o chão. Este aspecto deve ser tentado o tempo todo por Bader, para abalar com quedas contundentes e amassar o oponente pra valer no ground and pound. O potencial de boa luta é inerente. Arrisco que Bader vence por nocaute técnico no segundo assalto.
Yoshihiro Akiyama x Jake Shields
Ex-campeão do Strikeforce, Shields quer voltar ao caminho das vitórias após duas derrotas seguidas no UFC (para Georges St.Pierre e Jake Ellenberger). Com estilo coeso entre wrestling e jiu-jitsu, o norte-americano terá pela frente o judoca Akiyama, que também se esforça para provar que tem condições de permanecer na organização após fase de altos e baixos.
O choque estilístico está bem definido. Akiyama tem disposição para aceitar trocar golpes, mas ainda se expõe demais. Shields usa socos, chutes e joelhadas como fator subjetivo, e nos dois últimos reveses mostrou que ainda tem muito a aprender neste sentido.
Assim, o infight (curta distância) será predominante. O nipônico pode levar vantagem se aplicar quedas de quadril e varreduras típicas do judô, que estão um tanto esquecidas em seu estilo. O grande desafio será deter e quebrar o ritmo forte comumente imposto o tempo todo por Shields nos clinches e no solo.
PALPITE: Shields vai adotar a fórmula do 'abafa' como base de conduta e fará valer a habilidade de conseguir vantagens, mesmo ao ser golpeado. Akiyama deve equiparar ações até a metade do segundo assalto, mas termina em desvantagem, e terá de se contentar com a derrota por pontos.
Mark Hunt x Cheick Kongo
Duelo típico de strikers pesos pesados. O neozelandês Hunt foi estrela e campeão do K-1 no começo da década passada, mas mantém atuações irregulares no MMA. O francês Kongo vem embalado por boas atuações e duas vitórias consecutivas.
PALPITE: Kongo vai aceitar as trocas de golpes e responder à altura boa parte das iniciativas características de Hunt. O nível de resistência da dupla será fator essencial para o desenrolar do embate. Mesmo sem ser totalmente confiável no quesito, Kongo levará a melhor na decisão por pontos ou mesmo com um nocaute técnico no primeiro assalto.
Okami: redençãoTim Boetsch x Yushin Okami
Dentro de casa, Okami quer provar que se recuperou da derrota para Anderson Silva na primeira edição do UFC Rio, em agosto de 2011. O nipônico é dono de estilo calculado e menos passível de erros, que pode fazer a diferença frente ao padrão mais ortodoxo do adversário.
PAPITE: Boetsch optou em descer para os médios e logo de cara terá de enfrentar um oponente calculista e experiente. Canhoto, Okami é eficiente em disparar jabs e encurralar adversários contra as grades. O norte-americano é lutador mais de carga bruta, com direita pesada e boas quedas. Neste contexto, o japonês atestará o controle do combate e levará a melhor na decisão por pontos.
Joe Lauzon x Anthony Pettis
Pettis é autor do fantástico 'walking the cage' (chute disparado após escalar a grade da arena de luta), criado na época do WEC, evento no qual foi campeão peso leve.
Na nova organização, tem uma derrota e uma vitória (decisão dividida), com atuações um tanto distantes das que saltavam aos olhos há algum tempo. Com isso, se dedica às readaptações no padrão de luta. Lauzon vem credenciado pela vitória fulminante sobre o pedreira Melvin Guillard (finalização no primeiro assalto), e conta com 16 vitórias por finalização no cartel
PALPITE: Striker x grappler por excelência. Vence quem neutralizar o oponente com mais vontade. Lauzon é esperto nas transições e progressões no solo. O repertório de golpes em pé é mais básico, mas não compromete.
Pettis já sofreu na mão de atletas de luta agarrada, mas a expectativa sempre recai para que tire outro 'golpe ninja' da manga e surpreenda. Mesmo assim, Lauzon provavelmente carimbará nova vitória por finalização na carreira.
Hatsu Hioki x Bart Palaszewski
Válida pelos penas (até 66kg), a luta provavelmente decretará o próximo desafiante ao título da categoria, em posse atual do brasileiro José Aldo.
Hioki conta com tática sisuda e programada ao extremo. Grappler por natureza, gosta de jogar no solo por cima, com socos, variações de raspagens (inversões) e finalizações pelas costas.
Com mais de 50 lutas na carreira, Palaszewski domina bem as distâncias em pé, com destaque para sequências e fintas com punhos e pés. No chão, faz o estilo brucutu, mas sabe bem como acumular danos ao adversário no ground and pound.
PALPITE: Palaszewski terá de se esmerar para não ceder às investidas do nipônico e certamente treinou pra valer as habilidades de bloqueio e ataques na curta distância. Ir para o solo será inevitável em algum momento. Neste campo, o asiático saberá controlar e vencer por finalização no segundo assalto.

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