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ATIVIDADES DE AMIGOS

    De Olho na Copa
    • Governo federal anuncia novo autódromo no Rio de Janeiro

      Jacarepaguá talvez tenha sido o autódromo mais importante do Brasil em algum momento dos anos 1980. No entanto, sua importância foi minguando até que teve a estrutura desmontada para dar lugar ao Parque Olímpico dos Jogos do Rio de Janeiro de 2016.

      Após a chiadeira da Confederação Brasileira de Automobilism0 (CBA), que viu a modalidade não ter onde ser disputada no Rio, o Ministério do Esporte anunciou que trabalhará até o fim do ano em um projeto de construção de novo autódromo na cidade, que deverá ser no bairro do Deodoro, zona oeste. O governo federal repassará a verba ao governo do estado do Rio, que tocará a obra. E assim os integrantes da CBA ficaram, enfim, felizes com a definição.

      Um medo nessa história seria a já brasileiríssima megalomania que tem tomado febrilmente de assalto os dirigentes brasileiros, sobretudo os que mexem com negócios do esporte. O Rio não precisa de um autódromo como o de Abu Dhabi, ns Emirados Árabes, o mais luxuoso do mundo. Uma simples e moderna

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    • Obra no Maracanã chega à metade

      A reforma (ou melhor, a reconstrução) do Maracanã ultrapassou a marca de 50% de conclusão nos últimos dias. O mais importante estádio da Copa do Mundo 2014, que será palco de sete partidas (inclusive a final) tem previsão de entrega em nove meses, em fevereiro de 2013. As obras tiveram início em agosto de 2010.

      Até agora, a reconstrução do Maracanã não foi abalada pelo escândalo de corrupção que envolve a construtora Delta, uma das três que fazem parte do projeto do estádio carioca, com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o senador de Goiás Demóstenes Torres.

      Demóstenes é acusado de ser uma espécie de sócio velado da Delta no Congresso Nacional, lobista que ajudaria a empresa a fechar contratos públicos importantes.

      Ao mesmo tempo, a Delta é a construtora com mais contratos fechados com o governo do estado do Rio de Janeiro - ao todo, eles somam 2 bilhões de reais desde 2000. O dono oficial da empresa, Fernando Cavendish, é amigão pessoal do atual governador Sergio Cabral. Essa relação

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    • A intervenção federal no comando da Copa 2014 é uma boa notícia

      Nesta semana, a Fifa, o governo federal brasileiro e os integrantes do COL (Comitê Organizador da Copa) fizeram uma reunião importante na Suíça. Embora todas as partes tentem amenizar o tom do anúncio, ficou decidido que o governo é quem assumiria a guarda desse desajustado filho chamado Copa do Mundo 2014. A solução foi uma intervenção federal, ou então haveria um forte risco de fiasco - não que este esteja totalmente afastado.

      A intervenção federal quer dizer ao menos duas coisas.

      Primeiro, que a Fifa e as pessoas a ela designadas para fazer parte da organização foram absolutamente incompententes em cumprir o que disseram: uma copa que não teria participação do governo federal na organização, como prometia Ricardo Teixeira após o anúncio do Brasil como sede. Com a quantidade de dinheiro público despejado no evento - a última estimativa do governo é que sejam gastos quase 27 bilhões de reais até julho de 2014 - só se tivéssemos um governo muito subserviente para deixar a Fifa agir

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    • Marin levanta suspeitas sobre convocações de Mano Menezes

      Desde os tempos de Dunga que algumas convocações da seleção brasileira invarialmente causavam esgares de sobrancelhas sobre a presença de determinados jogadores. Nada nunca foi provado contra Dunga, e é provável que os nomes que ele chamava tinham mais a ver com sua obsessão por jogadores "confiáveis" que por alguma esquema com empresário.

      Com Mano Menezes, a convocação de joões ninguém aumentou, a ponto de jornalistas esportivos apelidarem de a "cota Shakthar" ou "cota Ucrânia" a cada lista de jogadores chamados que jogam nesse país, sobretudo no Shakthar Donetsk. Jadson, hoje na reserva do São Paulo, e Fernandinho são os prediletos.

      A questão é que agora as convocações de Mano foram não tão sutilmente colocadas sob suspeita pelo presidente da CBF, José Maria Marin. Em entrevista ao Estadão desta terça-feira, Marin reforça que pretende analisar nesta quarta a convocação para os Jogos Olímpicos de Londres, que será divulgada oficialmente na sexta.

      E atenção para as aspas dele: "Todos

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    • Na última quinta-feira, discutirmos aqui no Y! Olho na Copa sobre a falácia da separação entre esporte e política - elas sempre acabam andando juntos, embora digam o contrário. E argumento contrário é sempre usado por quem se beneficia dessas práticas. Exemplo: João Havelange, quando presidente da Fifa, ganhando apoio político e fazendo dinheiro com o futebol em ditaduras sanguinárias na África.

      Naquele post, dizíamos que vários líderes de países europeus decidiram boicotar a Eurocopa 2012, a ser disputada na Ucrânia e na Polônia (o boicote refere-se a presença deles, e não das seleções). O motivo é a prisão da ex-presidenta, presa política por ser inimiga do atual mandatário. Direitos humanos é algo que ainda não faz parte do dia a dia dos ucranianos.

      Alguns países dão indícios de que podem passar a discutir a associação entre grandes eventos em países que não os merecem, e a Alemanha parece tomar uma dianteira nesta discussão. Além de possivelmente boicotar a própria presença na Euro

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    • Esporte e política devem, sim, andar juntos

      O ex-presidente da Fifa João Havelange sempre adorou dizer que não se metia em política enquanto fazia justamente o contrário. Ele argumentava que, para o futebol, era fundamental manter ótimas relações com um ditador genocida da África do mesmo modo como fazia com o líder político de países democráticos - afinal, negócios são negócios e política é política.

      Agindo assim, a Fifa, uma entidade supranacional, conseguiu fazer algumas barbaridades financeiras sem que fosse devidamente fiscalizada - qualquer país que procure diminuir o poder da Fifa em seus domínios é automaticamente ameaçado com sanções esportivas.

      O argumento de Havelange virou praxe na Fifa de seu sucessor Joseph Blatter, no Comitê Olímpico Internacional (COI) e em todos os filhotes dessas confederações mundo afora. "O esporte não se mete com política". É claro que isso é uma falácia das mais torpes, uma vez que manter uma excelente relação com um ditador genocida implica, mesmo que não se queira, em

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    • Fraude em licitação tira o VLT de Brasília da Copa 2014

      Deve ser muito difícil ser eleitor na capital federal. Os escândalos de corrupção são praxe nos partidos à esquerda e à direita, o que dá aquela sensação típica (e errada) de que "político é tudo igual, são todos ladrões". Agora, a corrupção já atrapalha a participação de Brasília na Copa do Mundo: o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), uma espécie de trem urbano com qualidade de metrô, não ficará pronto para o Mundial. O motivo: a fraude na licitação que tirou as construtoras acusadas da jogada. Em jogo, uma obra de mobilidade urbana estimada em 269 milhões de reais.

      A Justiça embargou a construção do VLT em abril de 2011 alegando que o consórcio das construtoras Daclon, Altran/TCBR e Veja Engenharia foi beneficiado na licitação. A concorrência aberta pelo governo do Distrito Federal, segundo a Justiça, já foi aberto para beneficar este grupo, que teria relações com o presidente do metrô do DF, José Gaspar de Souza. O consórcio entrou com recurso. Faz mais de um ano,

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    • Confirmado: João Havelange e Ricardo Teixeira são corruptos

      O que todo mundo suspeitava foi confirmado pelo UOL Esporte nesta terça-feira 25: João Havelange e Ricardo Teixeira são os dois dirigentes de alto escalão da Fifa que receberam propina da ISL durante os anos 1990.

      A ISL era a empresa de marketing esportivo que negociava os direitos de transmissão dos jogos das copas do mundo. Faliu 2001 em circunstâncias exóticas: como uma empresa que negociava uma galinha de ovos de ouro consegue fechar as portas por insolvência?

      A má gestão da empresa envolvia alto valor de propinas a dirigentes da Fifa. A justiça suíça, onde a empresa era sediada, ficou curiosa e resolveu investigar. O processo terminou assim: o promotor público Thomas Hildbrand investigou e acusou João Havelange e Ricardo Teixeira de terem recebido ao 15,6 milhões de dólares entre 1992 e 2000 através de empresas de fachada. Eles devolveram parte desse valor em troca do sigilo do caso, que foi revelado em matéria da BBC britânica em 2011.

      Agora, a reportagem do UOL Esporte confirma,

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    • Propinão na Fifa, parte 2: a Europa acusa

      Em 2011, uma reportagem da BBC britânica feita pelo sensacional repórter investigativo Andrew Jennings relatava um processo na corte suíça sobre o recebimento de propina de dois dirigentes graúdos da Fifa nos anos 1990. Segundo Jennings, o então presidente João Havelange e seu ex-genro, presidente da CBF e membro do Comitê Executivo da entidade, Ricardo Teixeira, malufaram uma grana federal da ISL, empresa suíça de marketing esportivo que detinha os direitos de transmissão da Copa do Mundo.

      Os dois brasileiros embolsaram a propina para manter os negócios sob a esfera da ISL. O problema é que a ISL faliu e o caso explodiu na Justiça suíça. Havelange e Teixeira, sempre de acordo com a BBC, foram obrigados a devolver o dinheiro, o que, no olhar da Justiça suíça, seria assumir o crime. Em troca da devolução, o tribunal helvético mantém sigilo sobre o caso até hoje.

      O problema é que agora o Conselho da Europa se envolveu no caso e parece ter chegado muito próximo do mesmíssimo veredito de

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    • Engolir o Zagallo de novo: que dureza

      A Confederação Brasileira de Futebol é tão ultrapassada que o assunto do momento lá dentro é a rivalidade entre São Paulo e Rio de Janeiro pelo comando da entidade - rivalidade que pouco existe no futebol de hoje, felizmente.

      Já ouvi relatos de jornalistas mais velhos que, durante a cobertura de copas do mundo até os anos 1980, jornalistas do Rio de Janeiro e de São Paulo mal se falavam. Em 1974, os jornalistas paulistas criticavam Zagallo, técnico da seleção na Copa da Alemanha, até debaixo d´água. Os cariocas, o contrário.

      Felizmente as coisas costumam evoluir e essa questão o jornalismo diluiu. É raro hoje ouvir coisas do tipo "existe um complô em favor dos times cariocas ou paulistas" da imprensa, ou mesmo dos torcedores mais geraldinos. Mas aí, quase 40 anos depois, Zagallo entra de cabeça em discussão similar: ele quer ser um dos vice-presidentes da CBF indicados pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro, a Ferj - confirmou a candidatura nesta quarta 18. Seria uma

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