Ricardo Teixeira. Foto: GazetaPressDesde 1989, quando Ricardo Teixeira chegou à cabeça da Confederação Brasileira de Futebol, nos acostumamos a pensar a política boleira nacional como um reinado absolutista comandado por ele. Agora que Teixeira deu uma balançada no cargo, a rapaziada do mundo futebolístico tupiniquim tratou de fazer o que mais sabe: abriu a temporada de pega-pra-capar.
Dentro da politicália futebolística, o maior aliado de Ricardo Teixeira é o presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo del Nero. No início de seu mandato, Teixeira tinha grande rixa com a FPF, comandada então por seu desafeto Eduardo José Farah, que sonhava com a presidência da CBF. Farah acabou largando o osso em 2003, substituído pelo aliado del Nero, que logo virou desafeto. E que se aliou a Ricardo Teixeira. Acho que dá pra perceber que não tem bonzinho nessa história.
Atualmente, em caso de vacância de poder na CBF, assume o vice-presidente mais velho da entidade - no caso, José Maria Marin, que foi governador de São Paulo entre 1982 e 1983. Só que Marin não é um cara que domina as politicagens do futebol brasileiro, nem Teixeira morre de amores por ele.
Em caso de querer deixar a entidade, Ro chefão da CBF tem outra alternativa: tirar uma licença e, para este período, indicar quem fica no seu lugar, como permite o estatuto. Aí poderia escolher inclusive seu aliado paulista, Marco Polo del Nero.
O problema é que os presidentes de outras federações estaduais estão na bronca com a possível paulistização da CBF. O presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelleto, é um dos que começaram uma espécie de motim pra tentar impedir a ascensão dos paulistas na entidade. Especula-se que Ricardo Teixeira já ligou para ele para minimizar a crise e fazer algumas leves indiretas, do tipo "não se esqueça que a CBF repassa dinheiro para vocês". Uma fofura.
Teixeira está numa sinuca de bico. Caso se afaste do cargo, haverá resistência. Se ficar, idem. Mas engana-se quem acha que ele vai largar o osso fácil. Isso nunca foi de seu feitio. Como disse o hoje diretor da CBF, Andrés Sanchez: "Ricardo Teixeira só sai da CBF no dia em que o Sargento Garcia prender o Zorro".
Vai ser preciso um pouco mais de esforço pra enfim alijar Teixeira dessa teta que é a CBF.

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