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ATIVIDADES DE AMIGOS

    Pit Paddock
    • Tapa na cara

      Alonso, Maldonado e Raikkonen: bom desempenho mostra diferença para companheiros de equipeAlonso, Maldonado e Raikkonen: bom desempenho mostra diferença para companheiros de equipe

      Não faltou assunto no paddock do GP da Espanha: a Williams venceu novamente depois de oito anos de jejum; o piloto, Pastor Maldonado, vem da Venezuela, país que nunca havia conquistado uma vitória na F1; a Ferrari voltou a andar bem e brigou pela vitória até o fim, levando Fernando Alonso à liderança do campeonato ao lado de Sebastian Vettel; a Lotus confirmou a boa fase e também foi candidata ao lugar mais alto do pódio, com Kimi Raikkonen e Romain Grosjean andando bem, e Lewis Hamilton perdeu a pole por não ter combustível suficiente no tanque para chegar com um litro de amostra depois do treino. O lado triste ficou por conta do incêndio no box da Williams, que deixou quatro feridos, um deles com 15% do corpo queimado.

      Incêndio nos boxes da Williams: quatro feridosIncêndio nos boxes da Williams: quatro feridos

      Mas Barcelona também viu outro assunto ser bastante comentado: a diferença abismal de desempenho entre Alonso e Felipe Massa e entre Maldonado e Bruno Senna. Enquanto Maldonado saia na pole por conta da punição de Hamilton, Senna partia em 17º, com um tempo 2s679

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    • A F1 e os testes

      Ferrari: no sol ou na chuva tentando dar um jeito no F2012Ferrari: no sol ou na chuva tentando dar um jeito no F2012

      Em 15 de setembro de 2008, o banco americano de investimentos Lehman Brothers quebrou. Como consequência, a economia dos Estados Unidos entrou em colapso, e logo atingiu o resto do mundo. O que isso tem a ver com a Fórmula 1? Muita coisa. Foi a quebra do Lehman Brothers que deu um aviso importantíssimo ao fantasioso mundo da F1: não se pode gastar tanto dinheiro para correr de carro em círculos.

      Medidas de contenção precisariam ser tomadas. Era cortar ou ser cortado. Dentre elas, a mais radical foi a proibição dos testes durante a temporada. Fez um carro ruim? Azar o seu. Use as sextas-feiras de treinos para tentar melhorá-lo.

      Por um lado, as equipes com orçamentos menores agradeceram. A Ferrari, por exemplo, não poderia mais testar sem limites, como fazia em Fiorano — reza a lenda que Michael Schumacher tinha até um quartinho por lá para poder se dedicar mais.

      Por outro, quem começasse com um carro muito superior dificilmente seria alcançado. E quem faz carros muito melhores logo de

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    • É uma cilada, Rubens

      Barrichello no circuito de rua de São Paulo: 10º colocadoBarrichello no circuito de rua de São Paulo: 10º colocado

      A expectativa em torno de Rubens Barrichello na Fórmula Indy sempre foi grande.  Ordens de equipe à parte, Barrichello permaneceu 19 anos na Fórmula 1, venceu 11 provas e traz dois vice-campeonatos na bagagem. Nada mais natural, portanto, do que esperar vitórias e até uma briga pelo título na Indy, cujos pilotos, na média (veja bem, na média!), são menos rápidos que os da F1. O bom desempenho de Rubens nos primeiros testes alimentou ainda mais essa expectativa.

      O que a maioria das pessoas (e possivelmente até Barrichello) não contava era com a astúcia, ou melhor, com a falta de astúcia da KV, time dele e de Tony Kanaan na Indy. A KV ainda é uma equipe média, que se atrapalha muito nas estratégias e não tem a estrutura de uma Penske, uma Ganassi ou uma Andretti, equipes que venceram os últimos campeonatos da Indy.

      Como ninguém faz milagre sem equipamento e estrutura, os resultados, até aqui, foram medianos. O que não desmerece Barrichello, que vem lutando contra as dificuldades e

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    • Massa e Alonso: o primeiro e o segundo

      Alonso e Massa: primeiro e segundo pilotos da Ferrari. Na opinião da própria FerrariAlonso e Massa: primeiro e segundo pilotos da Ferrari. Na opinião da própria Ferrari

      A Ferrari, às vezes, é bizarra. E parece que gosta de ser assim. Não há outra explicação, por exemplo, para o que disse Stefano Domenicali ao jornal espanhol El Mundo. Em algumas palavras despretensiosas, soltas ao vento, o homem que comanda a equipe de competições a motor mais forte e tradicional do mundo disse que Felipe Massa "deve aprender com Alonso, e não desafiá-lo".

      Aprender? Vejamos: Fernando Alonso estreou na Fórmula 1 em 2001 pela Minardi. Até hoje, tem 180 grandes prêmios disputados. Daí saíram 28 vitórias, 20 poles e 19 voltas mais rápidas. E, o mais importante, dois títulos mundiais.

      Massa começou pela Sauber um ano depois. Acumula 156 provas, 11 vitórias, 15 poles e 14 voltas mais rápidas. Não chegou ao título, mas fez um campeonato que mereceu ganhar em 2008. Só não levou por conta dos erros da própria Ferrari.

      Massa está, sim, andando mal nas últimas três temporadas (já incluindo 2012). Pior do que em 2007 e 2008. Para tentar explicar isso, há inúmeras teorias que

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    • Mais Vettel, menos a Red Bull

      Vettel: pole, vitória e volta mais rápida no BahreinVettel: pole, vitória e volta mais rápida no Bahrein

      É até tentador dizer que a Red Bull está de volta, vai começar a ganhar tudo e coisa e tal. Seria um conforto psicológico para nós, vulgos entendidos neste negócio, que estamos tomando na cabeça há quatro corridas tentando entender quem é quem neste Mundial mucho loco. A coisa até que é simples: não tem favorito. Foram quatro vencedores (Jenson Button da McLaren, Fernando Alonso da Ferrari, Nico Rosberg da Mercedes e Sebastian Vettel da Red Bull) em quatro corridas diferentes, algo que não acontecia desde 1983.

      Só uma coisa parece clara dentro desse turbilhão todo: a Red Bull melhorou, sim, mas a evolução de Vettel foi muito maior que a da equipe. É só olhar para a cara de poucos amigos de Mark Webber, que quando está desiludido fica igualzinho ao esqueleto do He-Man.

      Webber, que vinha no encalço de Vettel nas três primeiras corridas do ano, largando até na frente do alemãozinho — coisa pouco comum no ano passado —, viu Sebastian de binóculos no Bahrein.

      Enquanto o bicampeão venceu,

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    • Desde Fangio

      Nico Rosberg: primeira vitória apenas no 111º GPNico Rosberg: primeira vitória apenas no 111º GP

      Ver uma vitória da Mercedes na Fórmula 1 depois de 57 anos — a última foi com Juan Manuel Fangio no GP da Itália de 1955 — foi uma das coisas mais legais do automobilismo nos últimos anos. Foi porque a Mercedes é uma marca apaixonada por automobilismo e envolvida no esporte praticamente desde sua criação, mas marcada por um trauma que a afastou do das corridas por um longo período.

      Aconteceu na edição de 1955 das 24 Horas de Le Mans, a prova de longa duração mais tradicional do mundo. O Mercedes de Mike Hawthorn bateu na traseira do Austin-Healey de Lance Macklin e voou sobre a arquibancada, matando 78 pessoas e ferindo 94. A fábrica decidiu retirar-se das competições a motor. O trauma foi enorme. Anos depois, voltou. No final de 2009, comprou a Brawn e criou novamente seu time oficial de Fórmula 1. Dois anos mais tarde, volta ao topo do pódio, dando a primeira vitória da carreira a Nico Rosberg.

      É claro que pelos lados da Mercedes o momento é de comemoração pura, mas, no fundo, todo

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    • Barrichello e a Ferrari: tudo o que não faz sentido

      Barrichello lidera o GP da Áustria de 2002. Pouco depois, cede o lugar a SchumacherBarrichello lidera o GP da Áustria de 2002. Pouco depois, cede o lugar a Schumacher

      Rubens Barrichello falou novamente sobre sua passagem pela Ferrari. Ou melhor: falou sobre uma hipotética volta a Maranello. Isso mesmo: uma volta à Ferrari. O mote foi uma enquete promovida pela revista italiana "Autosprint", que perguntava qual seria o substituto ideal para Felipe Massa na equipe — vai bem o moral de Massa com a imprensa italiana, não? Barrichello venceu a enquete.

      Questionado sobre a "vitória" por Reginaldo Leme no programa "Linha de Chegada", do SporTV, Rubens não usou meias palavras. "Se me chamassem de volta, eu iria. Foi a melhor equipe em termos de respaldo, criatividade, foi tudo do melhor."

      Não vi o programa (um dos poucos de qualidade quando o assunto é automobilismo, aliás), mas fui buscar o vídeo depois. Nesse interim, pensei algumas coisas. Por exemplo: se Barrichello reclamou tanto durante seu tempo de Ferrari, disse que era "apenas um brasileirinho" contra o mundo e deu a entender que toda a prioridade dentro da equipe era de Schumacher, como de uma

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    • Ligações perigosas

      Ferrari e Sauber já têm antecedente em ajuda mútua. Não é segredo para ninguém que a parceria entre a Ferrari e a Sauber vai muito além do fornecimento de motores. Cliente de Maranello desde 1997, a equipe suíça é quase uma filial da italiana, assim como a Toro Rosso é da Red Bull — a diferença é que a Sauber tem controle e vida próprios, enquanto a Toro Rosso é abertamente parte do grupo Red Bull.

      Foi na Sauber, por exemplo, que Felipe Massa começou a carreira na Fórmula 1, em 2002. Massa correu lá por três anos (2002, 2004 e 2005) até ganhar quilometragem suficiente para assumir um cockpit da Scuderia, em 2006.

      Até aí, tudo bem, uma cooperação saudável e duradoura. Mas há outros episódios obscuros nessa relação, o que levanta suspeita sobre a frase dita a Sergio Pérez quando perseguia Fernando Alonso no GP da Malásia. Tirando mais de meio segundo por volta, de repente Pérez ouve pelo rádio: "lembramos que esta segunda posição é muito importante para o time".

      Isso é coisa para se falar naquela hora? O cara vinha com tudo, tinha um

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    • A mágica de Alonso e a realidade de Massa


      Alonso: o único capaz de vencer com um carro tão inferior
      Alonso: o único capaz de vencer com um carro tão inferior

      "P1 Magico". Foi essa frase que a Ferrari colocou na placa de sinalização dos pilotos para saudar Alonso na Malásia. Alguém discorda dos "mecas" italianos? Alonso foi mesmo mágico. Venceu com um carro que, em condições normais, é entre meio e um segundo mais lento que as McLarens e está atrás das Red Bull e das Mercedes.

      É algo comparável ao que fizeram Senna com a Toleman no GP de Mônaco de 1984, Schumacher com a Ferrari no GP da Espanha de 1996 e Vettel com a Toro Rosso na prova da Itália de 2008. Como não é a primeira vez que Alonso mostra ser um piloto especial, a vitória não chega a "chocar". Apenas reitera o fato de que Fernando, atualmente, é o melhor piloto da Fórmula 1. E ponto.

      E ser o melhor piloto da Fórmula 1, hoje, não é necessariamente ser o cara capaz de conseguir fazer a volta mais rápida. É claro que isso é importante nas classificações, mas a constância nas corridas e especialmente a capacidade de entender o momento dos pneus é fundamental.

      Alonso soube ir para os

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    • A McLaren vai salvar o ano

      GP da Austrália: Button soberano e consistente do começo ao fimGP da Austrália: Button soberano e consistente do começo ao fim

      Jenson Button mereceu mesmo o beijo da linda namorada mesticinha, a Jessica Michibata (nada a ver com chibata ou eventuais fantasias sexuais, por favor) quando terminou a corrida. Aliás, a McLaren inteira merece um grande obrigado. A McLaren vai salvar o ano.

      Jessica Michibata: que pitelJessica Michibata: que pitel

      Vai salvar porque já deu para perceber que é questão de tempo até que Sebastian Vettel volte a vencer. E se não fosse Button — nem a McLaren, mas Button —, Vettel venceria novamente partindo da sexta posição. Vettel venceria porque não é "piloto de ganhar só com carro bom", como "cornetaram" no ano passado trocentos malas que nunca pararam para ver uma corrida de Fórmula 1 na vida. Como são chatos os "corneteiros", não? E me parece que eles existem em todas as modalidades. Como deve ser um "corneteiro" de peteca? Ou de críquete? Ou de turfe? Acredite: eles existem.

      Ok, Austrália, Fórmula 1. Vettel venceria porque Lewis Hamilton, o chiliquento Hamilton, deu azar de ver Sebastian favorecido quando o safety car entrou bem na hora

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