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ATIVIDADES DE AMIGOS

    Ponto de Bola
    • Campeões

      Rafael Moura, campeão do RJ-12, autor do gol do título

      Falcão foi carregado em Pituaçu por levar o Bahia a um título perdido por uma década. Com falhas terríveis do goleiro do Vitória, o Tricolor chegou ao empate que deu no título pela vantagem regulamentar. O Rubro-Negro merecia melhor sorte. Mas o Bahia merecia mais.

      O Santa Cruz é outro grande que fez lindo na Ilha do Retiro. O goleiro Thiago Cardoso entregou o primeiro gol do Sport, mas foi fundamental para garantir o título merecido que pode marcar a recuperação do Santa. Quem sabe parecida com a redenção de Denis Marques.

      O Goiás impediu o tri do Atlético com um belo e discutível (será?) gol de Ramón. Tem evoluído tecnicamente, e pode fazer bonito também na Copa do Brasil. Estava na hora de voltar a ser o clube com elenco competitivo. Mas ainda falta muita coisa.

      A mais equilibrada decisão estadual foi mesmo a mais equilibrada decisão. Apenas nos pênaltis o Coritiba foi tricampeão contra um Atlético que está se recuperando, e mostrou isso no Couto Pereira. Mas ninguém é tri por

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    • Era Neymar. É tri. Será muito mais

      Neymar driblou até a imprensa no Morumbi. Gênio

      O árbitro apitou o fim de Santos 4 x 2 Guarani. Todo o time santista estava no campo de defesa e quase toda a equipe se ajoelhou no gramado celebrando o tri. Apenas Neymar estava no campo de ataque. Ele celebrou sozinho no apito final. A imagem do título. Do tri. De Neymar. "Sozinho", ele fez o Santos ainda mais Santos. E, meia hora depois do título, ele ficou driblando repórteres e fotógrafos aos gritos de "olé" no gramado do Morumbi. Gênio até na celebração e no marketing.

      O time de Pelé só não ganhou três títulos estaduais entre 1958 e 1969. Com Pelé em campo, e ao menos duas gerações brilhantes, começou a ficar sem graça a justa lógica dos pontos corridos no Paulistão. Desde então foram criadas fórmulas para deixar a disputa "mais emocionante". Ou, quem sabe, menos santista naqueles dias dourados do futebol brasileiro tricampeão mundial.

      Mesmo com os perigos do regulamento besta do inchado e chato SP-12, o Santos entrou em campo na finalíssima no Morumbi para enfrentar o bravo

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    • Gênio, craques e equilíbrio

      No Rio, Deco, um pouco mais atrás, arrumou o Fluminense, armou o ataque, e desarrumou o invicto Botafogo no Engenhão. Muito pela qualidade do armador de velha estirpe Deco, que deu liga a um time com Fred, Thiago Neves e Rafael Sóbis e o jovem Marco Júnior, que detonaram um Fogão em tarde para esquecer. Ou lembrar para não repetir os erros e acertar o jogo do século para ao menos devolver o placar e tentar a sorte gigante nos pênaltis.

      Em São Paulo, Ganso também jogou um pouco mais atrás, fez um gol genial à frente (poucos craques conseguiriam acertar aquele chute, ainda mais acossado), e tem a felicidade suprema de atuar ao lado de Neymar. Quem definiu o 3 a o contra o bom Guarani que só parece ter um jeito de reverter: se Ganso e Neymar atuarem pelo bravo Bugre que levou muita gente ao Morumbi. Fez bela festa. Mas não tinha Neymar.

      A maior contratação do futebol brasileiro nos últimos anos foi a permanência do gênio de um satélite do planeta de onde veio o ET Pelé na Vila Belmiro.

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    • Libertadores ainda que tardia

      Não gosto de disputa de pênaltis. Nem todos os goleiros nela consagrados merecem a santidade de um Marcos, por exemplo. Goycoechea, por exemplo, foi um dos maiores que vi nos 11 metros da marca de pênalti. Mas era fraco debaixo dos 2m44 por 7m32. Esse tipo de disputa derruba reputações inatacáveis — Roberto Baggio é a maior vítima.

      Tantas decisões por pênaltis são evitadas pelo critério do gol marcado fora de casa, o gol qualificado, o gol geográfico. Mas ele tem deturpado a realidade. E não necessariamente deixa o jogo melhor. Nem apura quem é melhor.

      O Vasco pode sofrer além da conta pelo golzinho-golzão marcado pelo Lanús. "Basta" um gol argentino e pronto. Entendo que o Vasco é melhor e volta com empate. Mas se perder por 1 a 0 se perde. Como o Corinthians pode até não perder no Pacaembu e ser eliminado pelo mesmo critério. Qualquer empate com gols o elimina. O Timão tem ainda mais chances de sucesso que o Vasco. Pelo que tem sido, pela história e geografia do confronto, pelo que o

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    • América, 100

      Amor não se explica e nem justifica. Amor se ama. Amor é América. Um clube para pouco …

      Decacampeão no Sudeste só tem um. Só terá o América Futebol Clube de 1916 a 1925. América Mineiro para se diferenciar dos outros Américas que fizeram o Brasil, foram muito mais fortes do que são, e, hoje, parecem civilizações pré-colombianas, de rica e comovente história, mas que virou "apenas" história.

      O América era o maior de Belo Horizonte e dos maiores do Brasil quando Minas dominava o país com São Paulo no acordo político do "café com leite". Dos anos 70 para cá, ou desde a inauguração do Mineirão, em 1965, com a ascensão do ex-americano Tostão com a camisa estrelada da Via Láctea do Cruzeiro de Dirceu Lopes, Raul, Zé Carlos e bela companhia, o América quase virou café com leite. Minguou. Murchou. Micou. Não procriou títulos e torcedores como o Coelho da mais bela das camisas brasileiras.

      Derrocada que acontece no futebol, na economia, na sociedade, na vida cada vez mais competitiva. Onde até os amores que serão felizes para sempre têm fim, onde as promessas e juras de amor

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    • Neymar x rapa

      Neymar faz de qualquer bando rival um time de moleques

      Neymar joga outro esporte no futebol sul-americano. É um gênio de 20 anos que parece enfrentar um time de firma Sub-50. Qualquer que seja o rival. Ele foi o diferencial do clássico SanSão. É o diferencial de qualquer partida no continente. Se ele quer, ninguém segura o time dele. Mesmo o São Paulo que jogou mais que o Santos, criou mais oportunidades de gol (15 x 8),  mas perdeu para o maior talento dos últimos 15 anos. Para não dizer o maior dos próximos 15. Muito favorito contra um Guarani tocante e vibrante, que mereceu a virada no Dérbi contra a Ponte Preta, em casa. Mas que já fez muito mais do que poderia no SP-12.

      No Engenhão, o Botafogo que a gente esquece que está invicto, que a gente esquece que tem Loco Abreu para fazer gol, que a gente esquece que tem boa base montada e mantida há quase dois anos, que a gente esquece que tem treinador competente, ganhou da bela gandula a bola do primeiro gol, achou em Fellype Gabriel um segundo volante-quarto armador eficiente, e

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    • Sarriá 2012

      O Chelsea se defendendo no 5-4-0 no segundo tempo, o Barça atacando no 2-4-4. Fo isso

      O 24 de abril de 2012 foi o 5 de julho de 1982.

      O "Sarriá" da melhor Liga dos Campeões do século — e de outro, também — aconteceu no outro estádio da capital da Catalunha — o Camp Nou. Onze do melhor time que vi contra 10 bravos do IncrediBlues e com a vantagem de 2 a 0 que classificava o campeão mundial de 2011… Barcelona que, agora, ao ceder o empate no final, não será campeão da Europa e nem da Espanha em 2012. E, ainda pior, será discutido como se fosse um time qualquer. Coisas do futebol — que esse time joga mais que qualquer outra ainda. Coisas desse espetáculo que, como já havia dito na véspera Fernando Torres, o algoz terminal, "pode ser vencido pelo pior time".

      Em 180 minutos foram 26 chances do Barça contra apenas cinco do Chelsea. Quatro bolas na trave catalãs. Um pênalti perdido. Uma desclassificação por pontos e por gols pelo time que menos jogou. Mas que venceu o duelo.

      O futebol é imbatível como espetáculo e esporte por não ter times imbatíveis. O futebol permite que um

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    • Vasco 3 x 2 Flamengo foi um festival de gols criados (foram 47 conclusões, e um número de oportunidades que perdi a conta), uma quermesse de pisadas de bola individuais e coletivas, e um grande espetáculo. Tanto um grande jogo quanto uma grande pelada. O que é ótimo para quem vê. Não necessariamente para quem administra e paga as contas. Ainda mais quando elas não fecham no Flamengo.

      O Vasco entra com mais chances que o Botafogo na Taça Rio. Do mesmo modo que o Corinthians entrava muito melhor que a Ponte Preta, no Pacaembu... E foi detonado por uma atuação irrepreensível da Macaca. Melhor que a vitória bugrina contra um Palmeiras que se superou, teve mais oportunidades, e caiu por falhas de seu goleiro - o que também se viu no Pacaembu. No mais, a lógica. O São Paulo foi soberano contra o Bragantino, o Santos teve alguns momentos soberbos contra o Mogi.

      Chute? Ponte Preta passa nos pênaltis contra o Guarani. O menos desgastado São Paulo faz o dever de casa contra o Santos.

      Como,

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    • Libertadores do Brasil

      O Internacional pediu para se complicar. O bicho-bolão dos últimos cinco anos na América não poderia ter feito campanha tão frágil num grupo que "só" tinha o atual campeão. Vai suar sangue e bola para superar o time de mais pontos na fase. Fluminense que merecia melhor sorte que essa no confronto fraticida sem favoritos.

      Sim. Sem favoritos. O Flu hoje está melhor. Com opções mais confiáveis no banco, e um treinador campeão da América pelo próprio Inter. Mas um clássico iguala os desiguais. O perigoso regulamento do gol marcado fora de casa pode ser decisivo e letal. Nem sempre justo.

      Afinal, desde 1996 a equipe com melhor campanha na fase inicial levanta o caneco. O último campeão foi o River Plate. Até por que não há muito como comparar campanhas e grupos. Mais: fase de grupo é outro tipo de jogo e disputa se comparada ao mata-mata que, agora, obrigatoriamente elimina um brasileiro.

      E, quase certamente, classifica os demais. O Corinthians segue firme e forte. Fazendo na Libertadores

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    • Abraço luso

      Garoto, hoje está doendo tudo. Mas para sempre esse amor vai te curar de outras dores

      Dom Sebastião, rei de Portugal, morreu na batalha de Alcácer-Quibir, no Marrocos, em 1578. Deixou o trono vago para ser assumido pelo rei espanhol FIlipe II, unificando a coroa ibérica até 1640.

      Em Portugal e na colônia brasileira (especialmente no Nordeste), desde então criou-se um movimento místico que espera a volta do rei bom - porém morto. Assim como Elvis Presley na cultura mais recente, dom Sebastião não morreu. Vai voltar e guiar seu povo.

      A Portuguesa é sebastianista. Espera pela volta de Julinho, Enéas, Dener. E Djalma Santos, Ivair, Edu Marangon, Zé Roberto, Rodrigo Fabri. Espera não por um milagre. Mas pela volta de quem já foi. Ou do que já foi o clube.

      Depois de uma ótima campanha na Série B-11, perdendo no máximo três titulares de monta para o SP-12, o time foi desmontado em campo, definhou na tabela, e caiu com mais uma derrota em Mirassol, e com o gol no fim em Ribeirão Preto do Botafogo. Que botou ferro no Canindé e chumbo nos corações rubro-verdes.

      Ainda que

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