Loco Abreu perdeu, Diego Cavallieri defendeu, desempatando duelo equilibrado
Mureteiro. Ou Muro Beting.
Foi o melhor elogio que recebi depois de chutar que as semifinais da Taça-GB seriam decididas nos pênaltis. Por obra e desgraça de Deivid, o Vasco virou e está merecidamente em outra decisão. Na quinta-feira, o equilíbrio no clássico levou ao 1 a 1, apesar de ligeira superioridade tricolor. Nos pênaltis, outro artilheiro de caráter e coragem expiou pecados que não são apenas dele (Loco Abreu), um goleiro se fez mais uma vez (Diego Cavallieri), e o Fluminense fará equilibrada decisão contra o Vasco 100%. Outro jogo para empate. Para pênaltis.
Sim. Pênaltis. Empate. Um resultado como qualquer outro. Por que diabos não se pode palpitar um empate num clássico equilibrado? Que muro tem nisso? Que falta de ousadia tem o palpiteiro profissional? O empate é placar como qualquer outro, ora, pelotas! Claro que alguns treinadores parecem pensar mais no empate que na vitória, e também por isso a hipótese é válida. Afinal, a própria vida é muito mais feita de empates que de vitórias ou derrotas. A melhor lição de dia a dia do futebol é o empate. Dos poucos esportes que o admitem. Não por acaso ninguém empata (opa!) com o futebol no gosto popular.
Enfim, chuto empate e pênaltis na Taça Guanabara. E outra vez Diego Cavallieri fazendo a diferença. Embora o Vasco, com um dia a mais de descanso, e pelo melhor momento, tenha mais vantagens contra o Fluminense que não ganha um clássico desde 2009.
(Em São Paulo, o Palmeiras só empatou com o Oeste no Pacaembu e perdeu a ponta. O time de Felipão fez a pior partida em meses. O Verdão passou minutos sem errar passes - simplesmente por não os fazer. Era cada um por si, sem trocar bolas e ideias. Jogadores distantes, defesa distante, a liderança ficou também distante).

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