Após escolha, medalhistas brasileiros citam exemplo chinês
gazeta_press - Sex, 02 Out - 19h01[imagem=8039#alinhamento=esq#legenda=Judoca Tiago Camilo (e) espera resultado da eleição da sede olímpica no Clube Pinheiros#credito=353]
Superada pelos Estados Unidos nos Jogos de Atenas-2004, a China liderou o quadro de medalhas nas Olimpíadas de Pequim quatro anos depois após um maciço investimento no esporte. Para alguns medalhistas brasileiros, o exemplo oriental serve para o Brasil sete anos antes do início da competição no Rio de Janeiro.
"O resultado do Brasil em 2016 depende muito do investimento. O que a gente viu na China foi consequência de muito investimento e aqui no Brasil não pode ser diferente. O que a China fez, o Brasil deve fazer", disse Rodrigão. Ouro em Atenas-2004 e prata em Pequim-2008, o meio-de-rede pensa em prolongar a carreira para jogar no Rio de Janeiro.
Em 2004, os Estados Unidos ganharam 103 medalhas - 35 de ouro, 40 de prata e 28 de bronze. A China ficou com 63 medalhas - 32 de ouro, 17 de prata e 14 de bronze. Em 2008, os chineses faturaram 100 medalhas - 51 de ouro, 21 de prata e 28 de bronze. Já os norte-americanos terminaram com 110 medalhas - 36 de ouro, 38 de prata e 36 de bronze.
Companheiro de Rodrigão nos Jogos Olímpicos do ano passado, o levantador Marcelinho também viu de perto os resultados do investimento chinês. "Assim como aconteceu em Pequim, no Rio de Janeiro o Brasil tem que querer ganhar o maior número de medalhas possível", atestou.
Uma das maiores potências mundiais no vôlei, o Brasil precisa pensar nas outras categorias, na opinião do meio-de-rede Gustavo. "Vamos ter sete anos para massificar todas as modalidades esportivas. Tem que massificar o esporte", repete o jogador, que também faturou o ouro em Atenas-2004 e levou a prata quatro anos depois.
Na China, o fortalecimento do esporte foi bancado, principalmente, pelo investimento governamental, algo que foi lembrado por Tiago Camilo. "Espero que fomente o esporte no Brasil e que os patrocinadores, clubes e até o governo invistam na base, porque a gente precisa", declarou o judoca, prata em Sidney-2000 e bronze em Pequim-2008.
Já a nadadora Fabíola Molina pede que os planos sejam traçados desde o início. "Daqui até lá, é muito importante fazer um planejamento bem feito para que tenhamos não apenas uma estrutura bonita, mas também para que o esporte se desenvolva", declarou a atleta, presente em Sidney-2000 e em Pequim-2008.
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