Lula justifica gastos excessivos da campanha do Rio: "É investimento"
gazeta_press - Ter, 07 Abr - 13h50Concorrendo com Japão, Estados Unidos e Espanha, o Brasil é o país que gastará mais dinheiro se ganhar o direito de receber as Olimpíadas de 2016: R$ 29,5 bilhões. Apesar de prever um custo maior que a soma das despesas de Tóquio e Chicago, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não crê em despesas exageradas - e, sim, em investimento.
Para se ter uma noção de quanto o Brasil pretende gastar para sediar os Jogos Olímpicos, Tóquio tem em mente um total de R$ 17,5 bilhões se for indicada. Já os Estados Unidos planejam bancar R$ 10,8 bi por Chicago, enquanto Madri, na Espanha, é ainda mais econômica: 'apenas' R$ 6,5 bilhões.
"Há algumas pessoas dizendo no Brasil que o governo gasta muito, mas não acho que seja muita despesa. Considero investimento", declarou Lula à CNN. "É algo que traz investimento para a cidade-sede, além do fato de que permite à população pobre participar de uma Olimpíada - embora eles nunca tenham imaginado fazer parte de uma. O mesmo pode acontecer com outros países da América do Sul, se o Brasil for eleito", complementou.
Em tempos de fortíssima turbulência econômica, Lula ainda acha que os investimentos para as Olimpíadas de 2016 podem ser uma solução - e não uma dor de cabeça a mais. "Acho que esta crise, diferente das últimas em que o Estado tinha que economizar, demanda mais investimentos governamentais em infra-estrutura. Então, podemos criar empregos, teremos mais distribuição. E é isso que vamos fazer", analisou.
Para isso, Lula confia que a Copa do Mundo de 2014 seja "um cartão de visitas" do poderio brasileiro para receber os Jogos Olímpicos de dois anos depois. E o presidente ainda lembra o Pan-americano de 2007. "Foi o melhor da história", opinou o mandatário. Os gastos para o Pan foram de R$ 3,8 bilhões, uma quantia quase dez vezes maior do que é projetada inicialmente.
Lula, que visitou a futura sede dos Jogos durante reunião do G-20 (dos 20 países com a melhor economia mundial) em Londres, aproveitou para acompanhar as obras inglesas. E ficou empolgado com as chances do Rio de Janeiro. "Fiquei muito animado, pois o que está sendo feito lá pode ser repetido no Brasil. Transformou-se uma vizinhança pobre em uma região avançada, oferecendo perspectivas para as pessoas no futuro", complementou.
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