Brasileiras levam desvantagem no emocional, diz Dani Piedade
gazeta_press - Qui, 25 Jun - 18h14Nas Olimpíadas de Pequim, a seleção brasileira feminina ficou a uma vitória de se classificar para as quartas de final. Para Daniela Piedade, pivô que esteve presente na campanha do Brasil na China, o aspecto emocional foi o problema que impediu sua equipe de avançar na competição.
"O que a gente peca em relação às jogadoras europeias é na parte emocional. As brasileiras têm a questão da euforia, aquela vontade ganhar de qualquer jeito. Então, às vezes, esquecemos um pouco as partes técnica e tática e jogamos muito com o coração, o que nem sempre é suficiente. Precisamos ter um pouco mais de paciência", afirmou a jogadora do Hypo Niederosterreich, da Áustria, que pediu dispensa da seleção brasileira que disputa o Pan-americano no Chile para resolver problemas particulares.
Apesar de não ter conseguido a vaga nas quartas de final de Pequim, a seleção brasileira feminina está com moral. Para Javier Cuesta, técnico do time masculino do Brasil, as mulheres do handebol do país levam vantagem em relação aos homens do esporte nacional.
"A equipe feminina está mais perto da elite do handebol. As jogadoras são mais experientes e estão em um nível um pouco mais alto do que o time masculino", admitiu Javier Garcia Cuesta, que assumiu a seleção masculina recentemente.
"Estou começando a trabalhar e tentando conhecer o mais rápido possível os jogadores e os clubes do Brasil. Lógico que queríamos que as coisas ocorressem de forma mais rápida, mas estamos dando os primeiros passos e vendo as prioridades e as correções que temos que fazer", explicou o treinador, que comandará o time brasileiro pela primeira vez no Desafio Petrobras, contra Portugal, de 26 de junho a 5 de julho.
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