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Especial Copa 2014: candidato único mais uma vez
Ter, 30 Out - 12h06

SÃO PAULO - Assim como aconteceu na Copa de 1950, o Brasil se apresenta como candidato único para receber o Mundial de 2014. Com as desistências de Argentina e Colômbia e com o rodízio de continentes ainda em vigor, o Brasil será o único país a apresentar a sua candidatura nesta terça-feira, em cerimônia que será realizada em Zurique, na Suíça. Na primeira indicação, no entanto, a história foi um pouco diferente.

Em 4 de junho de 1938 - dia da abertura da Copa da França - a Fifa se reuniu em Paris para avaliar as candidaturas para o Mundial seguinte, marcado para 1942. A proposta mais forte era da Alemanha, enquanto Brasil e Argentina, com o argumento de que as duas Copas anteriores haviam sido disputadas na Europa, cobravam a realização do evento na América do Sul.

Assim, Julies Rimet anunciou que a Fifa avaliaria as três propostas, mas que a decisão só seria tomada em 1940. Durante esse período, o então presidente da Fifa visitou Buenos Aires e Rio de Janeiro e insinuou que, caso a Alemanha desistisse, a Copa de 1942 ficaria com os argentinos.

Contudo, os planos da Fifa foram por água abaixo em setembro de 1939, quando os alemães invadiram a Polônia e deflagraram a Segunda Guerra Mundial. Com isso, as Copas de 1942 e 1946 simplesmente não aconteceram. Terminada a guerra, a Fifa voltou a se reunir em 25 de setembro de julho de 1946, em Luxemburgo, para descobrir que só existia um país ainda disposto a sediar a próxima Copa do Mundo: o Brasil.

Novas regras

O Mundial de 1950 também foi inovador. Em 1947, o Brasil apresentou à Fifa duas propostas de mudanças na fórmula de disputa. A primeira: as oitavas-de-final teriam grupos e não eliminatórias simples. Isso evitaria que um país europeu fizesse uma longa viagem através do Atlântico para jogar uma única partida. A Fifa aprovou.

Já a segunda sugestão era bem mais radical: eliminar também o mata-mata nas semifinais. A idéia era que os quatro países classificados na primeira fase disputassem um minitorneio por pontos corridos, todos contra todos, na fase final. Na lógica dos organizadores, esse sistema, além de ser mais justo, proporcionaria mais jogos, mais emoção e mais arrecadação. Houve resistência por parte da Fifa, mas os brasileiros insistiram e conseguiram aprovar o pleito.

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