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(BR Press) - As atenuantes apresentadas na última coluna para a fraca partida do Brasil contra a Colômbia confirmaram que, superados os problemas encontrados em Bogotá, acabou sendo fácil vencer o Equador no Maracanã.
Além do elástico resultado, ressalte-se a bela exibição de Ronaldinho Gaúcho e Kaká. Robinho não mostrou tudo que sabe, mas confirmou que numa jogada individual pode decidir um jogo.
Julio César, com sua segurança e discrição, está ganhando a posição de titular. Maicon apareceu mais do que Gilberto. O miolo de defesa mais uma vez foi eficiente. E os volantes Mineiro e Gilberto Silva cumpriram com sobriedade a incumbência determinada por Dunga. Faltou falar apenas de Vagner Love, que marcou um gol importante, num momento importante, e ganhou fôlego para continuar titular.
Um detalhe interessante: Kaká não comemorou o seu segundo gol e quinto do Brasil. Foi um sinal de respeito pela infelicidade e falha do goleiro adversário.
Descendo a ladeira
A verdadeira grande ameaça ao São Paulo neste Brasileiro foi o Botafogo. Na primeira fase da competição, os cariocas estiveram 12 rodadas na liderança.
Depois do caso com o laboratório de Ipanema que teria vendido poli-vitaminas contaminadas, a suspensão de Dodô e os problemas disciplinares de Zé Roberto, o Fogão baixou a chama e agora está numa zona perigosa na classificação geral.
Com 42 pontos, Cuca e seus pupilos devem sacudir a poeira e dar a volta por cima. Se não houver uma urgente reviravolta, até o rebaixamento poderá se tornar realidade.
Novo presidente do Corinthians
Ainda não falei sobre a eleição de Andrés Sanches. Espera-se que suas palavras sejam traduzidas em gestos administrativos efetivos.
Seus opositores alegam que ele pertenceu à “panela” de Dualib e MSI. E que acabará com o contrato da parceria porque não tem outra alternativa, apesar de sua amizade com Kia Joorabichian.
Sua gestão será muito fiscalizada. Tomara que as dúvidas de hoje se transformem numa certeza positiva amanhã.
Fórmula Um
Só faltou vestir o macacão e colocar o capacete. Ao lado do meu amigo Chico Rosa, administrador de Interlagos, guiei terça-feira na reformada pista do autódromo e comprovei que ninguém pode reclamar da qualidade dos serviços efetuados.
O traçado da pista, que sempre foi elogiado, tem agora um asfalto de primeira que antes era muito criticado. Com ondulação zero, vai ser uma delícia para os pilotos.
Bambambã - Outro merecia estar na lista
Riquelme é um craque. Se não fosse seu jeito caladão, meio esquisitão, estaria em uma equipe de ponta do futebol da Europa. Mas o argentino está no modesto Villarreal e não tem “tanta mídia” como Kaká, Messi, Crstiano Ronaldo, os favoritos ao prêmio de melhor jogador do mundo da FIFA. Nos dias de hoje, futebol é marketing e quem joga apenas dentro de campo, fica para trás.
Bumbumbum - Não se fazem mais craques como antigamente
Os jogadores em questão são Valdívia e Ronaldinho Gaúcho. A atuação do chileno contra o Santos, sábado na Vila Belmiro, beirou o ridículo. Tentou apenas um lance no fim do jogo, e só. Um jogador como Valdívia precisa render mais. Tem muita fama e pouco futebol. O mesmo se aplica ao astro mundialmente conhecido Ronaldinho Gaúcho. O que ele fez domingo contra a Colômbia? Uma cobrança de falta e nada mais. É muita badalação e pouca bola.
(*) Márcio Bernardes é âncora da Rede Transamérica de Rádio, professor universitário e colunista da BR Press. Fale com ele pelo e-mail mbernardes@brpress.net .