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Sydney, 17 out (EFE).- O abuso racial e a difamação são comuns no esporte australiano, diz um novo relatório da Comissão de Direitos Humanos e Igualdade de Oportunidades (HREOC) da Austrália.
Enquanto a controvérsia aumenta dia a dia por causa das acusações que indicam que os jogadores da seleção australiana de críquete estiveram expostos a insultos racistas na Índia, o documento divulgado hoje diz que o racismo persiste nos principais esportes deste país, apesar dos grandes esforços para erradicá-los.
O relatório, um estudo sobre diversidade cultural e racismo no esporte australiano, diz que os aborígines e outros grupos étnicos não estão representados adequadamente no esporte nacional, e sugere que os mesmos evitam participar por temor de discriminação.
"Está claro que os incidentes de abuso racial e difamação prevalecem através dos principais esportes nacionais, incluindo atletas profissionais, novatos, treinadores e espectadores", declarou o comissário da HREOC, Tom Calma.
"O temor ao racismo no esporte australiano é também uma barreira para a participação de indígenas e outras pessoas de vários grupos étnicos e culturais", diz o relatório.
Por outro lado, o documento destaca uma ampla gama de iniciativas tomadas por organizações nacionais de esportes, Governos e entidades como a Comissão Australiana de Esportes (ASC) para eliminar o problema, embora indique que ainda é necessário mais trabalho.
"O esporte não esta imune a atos de discriminação, perseguição e abuso e, em muitos casos, fornece um meio no qual se pode prestar não apenas uma conduta inadequada, mas também ilegal", acrescenta.
"Ao invés de ignorar a realidade, quase todas as organizações esportivas analisadas têm programas estabelecidos para protegerem seus membros de discriminação, perseguição, abuso e outros atos impróprios", encerra o relatório. EFE me fal