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Rogério Ceni é o goleiro, goleador e ídolo do campeão São Paulo
Qui, 01 Nov - 00h42

São Paulo, 31 out (EFE).- Rogério Ceni, que conquistou seu segundo título brasileiro com o São Paulo, é o goleiro, capitão e terceiro artilheiro da equipe, que confirma seu favoritismo para o título de melhor jogador do campeonato, mesmo fora dos planos da seleção brasileira do técnico Dunga.

O goleiro de 34 anos é um especialista em marcas históricas e se transformou no símbolo do São Paulo campeão de 2007. É o jogador de sua posição que mais gols marcou na história do futebol, com um total de 77.

Só no Campeonato Brasileiro deste ano, Ceni converteu quatro pênaltis e marcou dois gols de falta. Os seis gols fazem dele o terceiro artilheiro da equipe no Brasileiro, atrás de Borges e Dagoberto, que marcaram sete cada um.

Além disso, o capitão conseguiu entrar este ano na lista dos três goleiros com mais minutos consecutivos sem sofrer gols no campeonato. Ele passou 945 minutos invicto: nove jogos inteiros e parte de outros dois.

O recorde foi fundamental na conquista do campeonato. A equipe mostrou pouca eficiência no ataque, mas uma defesa quase imbatível.

Reserva da seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo da Alemanha em 2006, desde a chegada do técnico Dunga ele foi afastado das convocações, contra a vontade de grande parte dos torcedores brasileiros.

O goleiro nasceu em Pato Branco (PR). Começou a sua carreira longe do futebol, como jogador de vôlei. Aos 16 anos foi chamado para um teste como goleiro no pequeno Sinop (MT), e vestiu as luvas pela primeira vez.

Com o Sinop, foi campeão de Mato Grosso em 1990 e chamou a atenção do poderoso São Paulo, entrando para a sua equipe de juvenis.

Três anos depois, estava na equipe principal. No banco, assistiu à conquista da Copa Libertadores, da Recopa Sul-Americana e do Mundial de 1993. Mas teve que aguardar até 1997 para assumir a camisa 1, após a saída de Zetti.

No mesmo ano anotou seu primeiro gol como profissional, num jogo contra o San Lorenzo, pela Copa Mercosul. Nascia a sua lenda de goleiro-artilheiro, com a qual se transformou num símbolo do São Paulo. De seus 77 gols, 46 foram de falta e 31 de pênalti.

Na vitória sobre o América, Rogério Ceni completou 770 jogos vestindo a camisa do São Paulo. É o recordista do clube, à frente dos históricos Waldir Perez (617), Poy (565), Teixerinha (533) e De Sordi (501).

Em 2005, já como capitão da equipe, conquistou o Campeonato Paulista, a Copa Libertadores e o Mundial. Na ocasião foi eleito pela Confederação Sul-Americana o melhor jogador da Libertadores.

Nos últimos dois anos, conquistou os seus dois primeiros campeonatos brasileiros.

Na seleção brasileira sempre esteve à sombra de Taffarel e Dida.

Disputou 17 jogos, mas até agora não anotou nenhum gol.

Rogério Ceni obteve em 2000, 2003 e 2004 a Bola de Prata que a CBF confere ao melhor goleiro do Campeonato Brasileiro.

Este ano, entrou na lista de 50 candidatos à Bola de Ouro, prêmio da revista francesa "France Football", pela primeira vez aberto a jogadores que não atuam na Europa. EFE mp mf

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