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Fingindo de morto: Croácia enfrenta o Brasil
12 de Junho de 2006, 08:00
A humildade pode ser uma das mais poderosas armas numa competição como esta na Alemanha. O perigo dissimulado nos remete à imagem do chavão “lobo sob a pele de cordeiro”. Os primeiros adversários do Brasil chegam ao Mundial sem vitórias nos últimos três amistosos: um empate em 2 a 2 com o Irã e uma derrota por 1 a 0 para a Polônia, além do revés frente à Espanha (2 x 1).

 

No entanto, a Croácia conquistou sua classificação sem perder uma partida sequer no Grupo 8, das Elimatórias da Europa. Goran Rojnic, 38 anos, jornalista esportivo do jornal "Glas Istre" tenta esconder o desejo de ganhar dos pentacampeões mundiais: "O povo croata não imagina que a nossa seleção vá vencer o melhor time do mundo. Mesmo assim, acredita que possa tirar partido do fato do Brasil não estar 100% preparado no primeiro jogo. Quer dizer, existe uma pequena chance da Croácia escapar a essa previsão de derrota, uma possível vitória não é o nosso objetivo principal, mas sim, chegar às finais da Copa do Mundo", diz ele.

 

O sucesso de Ronaldinho vem encantando por aquelas bandas. Lá, ele também é idolatrado. Para os croatas, Gaúcho está destinado a se juntar a Maradona e a Pelé na galeria dos reis do futebol. Pará-lo e ganhar a partida é um sonho possível, segundo Goran. O croata acredita que a fórmula é uma "forte defesa e rápido contra-ataque". E, para isto dar certo, ele aposta ainda no talento de jogadores como Dado Prso (do Glasgow Rangers, da Escócia) e do jovem Darijo Srna (Shahtar Dinjec, time croata). "O primeiro é um jogador da atual geração que quando não está marcando gols é um grande perigo para os rivais. O jovem Darijo tem um estilo de jogo semelhante ao do inglês David Beckham", elege Rojnic, sem citar o filho do técnico Zlatko Kranjcar e camisa 10, Niko Kranjcar, que é bem visto pelos comentaristas europeus. Quanto a Copa, ficar entre os dezesseis primeiros já seria melhor do que no Japão/Coréia 2002, mas repetir o feito da Copa de 1998, na França, quando a Croácia chegou em terceiro lugar, é a verdadeira meta. "O que deixaria os quatro milhões de habitantes em transe", confessa.