Alexandre Baçallo
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A esperança nipônica não morre
20 de Junho de 2006, 06:35
Aconteceu o que Zico e boa parte da torcida brasileira, leia-se os flamenguistas, não queriam: o Japão chega para o confronto contra o Brasil precisando vencer para se classificar. O empate com a seleção da Croácia não estava no script, e croatas, australianos e japoneses chegam à rodada final sonhando com uma vaga na próxima fase.

Austrália em segundo lugar, e Croácia, com futebol mais regular entre os três, têm maiores chances. A seleção comandada pelo ídolo rubro-negro encara a favoritíssima equipe verde-amarela precisando desesperadamente de uma vitória. O quadro quase dramático só pode ser mudado, segundo o repórter do "The Japan Times" Kaz Nagatsuka, de 31 anos, por conta do acaso.

"O Brasil irá dominar o jogo a maior parte do tempo. O Japão precisa de alguma sorte na defesa e no ataque. Entretanto, a seleção está confiante que pode empatar com o Brasil, como fez com a Alemanha (2x2 em um amistoso antes do início da Copa).

O povo daqui ainda se lembra da vitória do Japão por 1 a 0 sobre o Brasil nas Olimpíadas de Atlanta (1996). Os brasileiros podem não contar, mas assim como podemos perder, podemos ter uma grande vitória".

Para o jornalista, a classificação será possível se o ataque não desperdiçar oportunidades e abrir o placar da partida.

"A defesa tem de ser forte e vigorosa e os jogadores precisam reverter em gols as poucas chances de ataque que irão ter. Se o Japão marcar primeiro, aí ficará em melhor situação", afirma o jornalista, acrescentando que a expectativa deles para esta Copa é de repetir o feito de Coréia do Sul e Turquia em 2002.

"Não vemos a Copa do Mundo como potências do futebol como França e Brasil, mas esperamos avançar até as quartas ou, no máximo, semifinais, como aconteceu com Coréia do Sul e Turquia há quatro anos, o que não era imaginado antes do início do torneio. E espero que isso se repita na Alemanha".

Para isso, os japoneses apostam no talento do meia Shunsuke Nakamura, e elegem Ronaldinho Gaúcho - que apesar de ainda não ter exibido seu repertório de jogadas que o tornaram o melhor do mundo - como o mais perigoso da seleção brasileira.