Márcio Bernardes
Schweinsteiger ajudou a animar a festa com seus três gols, mas não é exatamente por causa deles que uma multidão alegre e barulhenta vai atravessar a noite comemorando nas ruas de Berlim e, como a TV mostra, por todo o país.
Qualidade técnica dos jogos à parte, foi uma Copa impecável. Será difícil que a África do Sul em 2010 e talvez o Brasil em 2014 mantenham a bola da organização na mesma altura.
"Será difícil" é um jeito elegante de dizer que não vão.
Não se trata apenas de dizer que tudo funcionou como deveria e se esperava. Quem esteve por aqui sabe que estes 30 dias foram pensados para se tornar inesquecíveis a todos os visitantes.
Percebe-se agora que os anfitriões sentem o mesmo.
Eles adoraram que nós os adorássemos - os alemães sabem que não desfrutam de simpatia internacional. E eles também adoraram se adorar, espelhados em sua voluntariosa seleção.
Agora, estão mostrando como ficaram felizes. Os primeiros artigos na imprensa já anunciam que este país não será mais o mesmo a partir de segunda-feira.
Os alemães foram tão gentis que, diferentemente do que a Inglaterra fez em 1966 e a Argentina em 1978, suportaram a idéia de deixar para outros dois países a honra de celebrar a final.
Italianos e franceses desfilam por Berlim sem que ninguém lhes faça cara feia. Ao contrário: são contemplados com um misto de admiração e curiosidade, como se os alemães se perguntassem: se nós já estamos felizes assim, imagine então esses aí.
Nota 10 para todos. E obrigado por tudo, Deutschland.