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  DIDI

O primeiro rei da Seleção
Ele comandou a geração de craques brasileiros que ganhou duas Copas do mundo

Valdir Pereira
08/10/1929 - 12/05/2001
brasileiro
meio-campo
O apelido de “Príncipe Etíope”, dado pelo escritor e jornalista Nelson Rodrigues, dava uma idéia da classe e elegância de Didi. Armador de passes e lançamentos precisos, inventou a “folha-seca”, um chute por cobertura em que a bola caía de repente girando sobre o próprio eixo.

Além de ser o maestro das seleções de 1958 e 1962, Didi também era um líder. Uma cena emblemática aconteceu na final da Copa da Suécia, quando os donos da casa abriram o placar. Ele trouxe a bola debaixo do braço, caminhando lentamente para o meio de campo, conversando com os companheiros. A atitude teria sido fundamental para a virada. Didi saiu da Copa com os títulos de campeão e melhor jogador da competição. Em 1962, já veterano, foi peça-chave na conquista do bi. Voltou a uma Copa do Mundo em 1970, então como técnico do Peru, mas acabou eliminado nas quartas pelo Brasil.

Por sua liderança técnica e moral, foi mais do que um príncipe. Foi o primeiro rei da Seleção.

Copas
Jogos
Gols
1954
3
2
1958
6
1
1962
6
-
Total
15
3

Partidas
1954
 
Brasil
5 x 0
México
Brasil
1 x 1
Iugoslávia
Brasil
2 x 4
Hungria
1958
 
Brasil
0 x 0
Inglaterra
Brasil
2 x 0
URSS
Brasil
1 x 0
País de Gales
Brasil
5 x 2
França
Brasil 5 x 2 Suécia
1962
 
Brasil
2 x 0
México
Brasil
0 x 0
Tchecoslováquia
Brasil
2 x 1
Espanha
Brasil 3 x 1 Inglaterra
Brasil
4 x 2
Chile
Brasil
3 x 1
Tchecoslováquia

Conquistas
1958, 1962
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