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Edson Arantes do Nascimento
23/10/1940
brasileiro
meio-campo |
Ele achava que não dava sorte em Copas do Mundo. Apesar de ter estreado em Mundiais com apenas 17 anos – e já levantando a taça –, Pelé chegou à Suécia lesionado. Só entrou na terceira partida, ajudando o Brasil a demolir a União Soviética. Nas quartas-de-final, contra o País de Gales, iniciou o show que duraria quatro Copas. Deu um meio chapéu no adversário e chutou contra a sola do zagueiro galês: gol da classificação. Na semifinal contra a França, marcou os três últimos gols e, na final contra os suecos, mais dois – um deles com direito a chapéu no zagueiro e chute de sem-pulo. A imagem do menino chorando de emoção nos ombros dos mais velhos, ficou eternizada. Nascia para o mundo, o Rei do futebol.
Em 1962, já bicampeão mundial pelo Santos, chegou ao Chile como a maior estrela do futebol. Uma distensão, no entanto, só permitiu que ele jogasse até o início da segunda partida, tempo suficiente para deixar sua marca no bi com um gol contra os mexicanos. Em 1966, a urucubaca continuou. A Europa se uniu para barrar o Brasil, e Pelé foi caçado em campo por zagueiros búlgaros e portugueses. Ficou a imagem do Rei sendo carregado pelo massagista Mário Américo.
Pensou (e disse) que ia desistir da Seleção. Mas o coração falou mais alto e, em 1970, finalmente pôde disputar uma Copa do seu jeito. Ninguém segurou Sua Majestade no México. Pelé marcou, armou, lançou driblou, bateu faltas... fez de tudo. Além dos quatro gols, eternizou lances, como o chute de bate-pronto respondendo a um tiro de meta, o drible de corpo no goleiro uruguaio sem tocar na bola, o chute do meio de campo contra a então chamada Tchecoslováquia e a cabeceada para a defesa milagrosa do goleiro inglês Banks. Até quando errou, fez história. Terminada a final contra a Itália, a apoteose: a imagem da multidão invadindo o campo e cercando o Rei para carregá-lo em triunfo. É a última aparição em Copas do jogador que ajudou o Brasil a conquistar os três títulos que garantiram a posse definitiva da taça Jules Rimet.
| Partidas |
| 1958 |
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|
Brasil |
4 x 1 |
URSS |
Brasil
|
1 x 0 |
País de Gales |
| Brasil |
3 x 2 |
França |
| Brasil |
4 x 1 |
Suécia |
| 1962 |
|
|
Brasil |
2 x 1 |
México |
Brasil
|
0 x 0 |
Tchecoslováquia |
| 1966 |
|
|
Brasil |
2 x 0 |
Bulgária |
Brasil
|
1 x 3 |
Portugal |
| 1970 |
|
|
Brasil |
4 x 1 |
Tchecoslováquia |
Brasil
|
1 x 0 |
Inglaterra |
| Brasil |
3 x 2 |
Romênia |
| Brasil |
4 x 1 |
Peru |
| Brasil |
3 x 1 |
Uruguai |
| Brasil |
4 x 1 |
Itália |
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