PATROCÍNIO
  RIVELINO

Genial e genioso
Foi um dos craques de sua geração e peça importante na conquista do tri

Edvaldo Izídio Neto
01/01/1946
brasileiro
meio-campo
Rivelino tinha a perna esquerda mais temida do mundo nos 70. A “Patada Atômica” ignorava distância, barreiras e goleiros. Mas ele não era só força: lançava longo, driblava curto e popularizou o drible elástico, até hoje um requinte para poucos. O “Bigode” ganhou uma vaga na seleção de 70 pouco antes da Copa e virou um de seus principais jogadores, não só pelo talento, mas também pela movimentação constante e as arrancadas pela esquerda. No Mundial do México, marcou três vezes – contra Tchecoslováquia, Peru e Uruguai –, todas em pancadas de canhota. Genial e genioso, Rivelino fazia de suas comemorações verdadeiras explosões de raiva, que marcaram época.

Em 1974, era o principal jogador do Brasil e não decepcionou, assumindo a 10 que era de Pelé e marcando três vezes – todos gols fundamentais: contra o Zaire dando a classificação no saldo de gols, o da vitória sobre a Alemanha Oriental e um contra a Argentina. Insuficiente, no entanto, para fazer o confuso time brasileiro brigar pelo título. Em 1978, em recuperação de uma lesão, saiu do banco para ser um dos melhores jogadores na virada sobre a Itália que garantiu o terceiro lugar.

Nos anos 80 Rivelino foi o maior astro da Seleção de Masters do Brasil e apontado como o grande ídolo de Maradona, definido pelo argentino como “o melhor canhoto que já vi”.

Copas
Jogos
Gols
1970
5
3
1974
7
3
1978
3
-
Total
15
6

Partidas
1970
 
Brasil
4 x 1
Tchecoslováquia
Brasil
1 x 0
Inglaterra
Brasil
4 x 2
Peru
Brasil 3 x 1 Uruguai
Brasil
4 x 1
Itália
1974
 
Brasil
0 x 0
Iugoslávia
Brasil
0 x 0
Escócia
Brasil
3 x 0
Zaire
Brasil 1 x 0 Alemanha Oriental
Brasil
2 x 1
Argentina
Brasil
0 x 2
Holanda
1978
 
Brasil
1 x1
Suécia
Brasil
3 x 1
Polônia
Brasil
2 x 1
Itália

Conquistas
1970
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