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ELENCO
Grosics, goleiro
Karpati, goleiro
Buzanszki, lateral
Bozsik, lateral
Varhidy, lateral
Kovacs, lateral
Gyula, zagueiro
Lantos, zagueiro
Buzanszki, zagueiro
Séller, zagueiro
Gulyas, meio-campista
Kocsis, meio-campista
Puskas, meio-campista
Czibor, meio-campista
Szojka, meio-campista
Zakarias, meio-campista
Toth, meio-campista
Hidegkuti, meio-campista
Ferenc Machos, meio-campista
Budai, atacante
Palotas, atacante
Toth, atacante
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Os mágicos magiares
Ainda se reconstruindo da Segunda Guerra Mundial, a Europa voltava sediar uma Copa do Mundo. A eleita para ser o país-sede foi a Suíça, pela sua neutralidade, e a Hungria desembarcou naquele Mundial com absoluto favoritismo. Vinha de ter conquistado medalha de ouro nas Olimpíadas de 1952, em Helsinque, e estava invicta há quase cinco anos. Comandada por Puskas, era fadada a fazer história na Copa. E fez, só que às avessas. Depois de massacrarem cada um de seus adversários – inclua-se aí o Brasil -, os húngaros, ou os mágicos magiares, acabaram esbarrando na força alemã e perdendo por 3 x 2, em uma das maiores “zebras” da história dos Mundiais. Após a Copa, o “time de ouro”, como ficou conhecida aquela Seleção Húngara, se manteve mais um ano e meio invicto, vindo a perder novamente só no início de 1956.
O técnico
O húngaro Gusztav Sebes foi o precursor do carrossel e da tese de que o jogador precisava ser multifuncional. No esquema tático da Hungria, havia uma rotatividade intensa dos jogadores de meio-campo e ataque, o que foi uma revolução para a época. O time envolvia o adversário. Para atingir a meta de correr o campo todo, a Hungria foi a primeira seleção a investir forte na preparação física. Gusztav Sebes tornou célebre uma frase: “Futebol é cabeça e pulmões”. Por essa determinação, a Hungria foi também a primeira seleção a fazer aquecimento antes dos jogos.
O cérebro do time
"Os adversários podem jogar melhor, mas a bola é redonda para todos." O autor desta frase é Ferenc Puskas, o grande nome da Seleção Húngara de 1954. Quando disputou o Mundial, ele caminhava para ser um jogador veterano. Aos 27 anos, porém, já era um craque respeitado na Europa. No Mundial, Puskas jogou no sacrifício. Ficou de fora de duas partidas – entre elas, a “batalha de Berna”, como ficou conhecido o duelo contra o Brasil – e atuou sem condições na final contra a Alemanha. Sua presença no time, no entanto, era fundamental. Puskas não era apenas o cérebro, mas a alma do “time de ouro”. Em 1962, já naturalizado espanhol, após ser banido de seu país natal pelo comunismo, Puskas disputou a Copa do Chile pela Espanha.
| Campanha |
1ª Fase
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| Hungria |
9 x 0 |
Coréia do Sul |
| Hungria |
8 x 3 |
Alemanha |
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| Quartas-de-final |
|
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| Hungria |
4 x 2 |
Brasil |
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| Semifinal |
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| Hungria |
4 x 2 |
Uruguai |
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| Final |
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| Hungria |
2 x 3 |
Alemanha |
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| Retrospecto |
| J |
V |
E |
D |
G |
GC |
SG |
| 5 |
4 |
- |
1 |
28 |
9 |
19 |
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