Pela segunda vez em nove Copas, o tempo extra era usado para decidir uma vaga em fases decisivas. Nas quartas-de-final do México, a Alemanha já havia eliminado a Inglaterra na prorrogação e caminhava para outra prorrogação na semifinal, desta vez contra a Itália. Mesmo exaustos, e debaixo de um calor escaldante que fazia na Cidade do México, os alemães duelaram com valentia e obtiveram o empate por 1 x 1 no tempo normal, com um gol aos 45 minutos da etapa final. No tempo extra, o jovem Beckenbauer foi o retrato da raça alemã. Lesionado no ombro esquerdo, ele atuou nos 30 minutos decisivos praticamente para fazer figuração. Aproveitando-se do desfalque alemão, a Itália obteve uma vitória heróica, por 3 x 2, na prorrogação. O jogo de extrema dramaticidade se encerrou num lance tosco: Rivera chutou fraco e Seff Maier, já sem forças, não teve como ir na bola e ela entrou mansamente no gol. A Azzurra vencia a batalha mais disputada de todos os mundiais.
17/06/1970 |
Itália |
4 |
x |
3 |
Alemanha Oc. |
| Itália: Albertosi; Cera, Burgnich e Bertini; Rosato (Poletti), Facchetti,
Domenghini, Mazzola (Rivera) e de Sisti; Boninsegna e Riva. Técnico: Ferrucio Valcareggi. |
| Alemanha Oc.: Sepp Maier; Schnellinger, Vogts, Patzke (Held) e Schulz; Beckenbauer,
Overath, Seeler e Grabowski; Müller e Löhr (Libuda). Técnico: Helmut Schön. |
| Árbitro: Yamasaki (México). |
| Gols: Boninsegna, 7 min do 1º tempo; Schnellinger, 45 min do 2º tempo; Müller, 5 min, Burgnich, 8 min, e
Riva, 14 min do 1º tempo da prorrogação; Muller, 5 min, e Rivera, 6 min do 2º tempo da prorrogação.
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| Estádio e público: Azteca, Cidade do México (México), com 78.000 pagantes. |
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