1982
Paolo Rossi deixa o Brasil incrédulo
Começava na Espanha a Era Telê Santana e o futebol brasileiro voltaria a dar espetáculo. O time debutou em Sevilha com uma vitória de 2 x 1 sobre a URSS. O entusiasmo cresceu durante e depois da segunda exibição - um jogo no qual a Escócia entrou pensando no empate e acabou goleada por 4 x 1. A vitória seguinte, sobre a Nova Zelândia, serviu apenas para confirmar que aquele time estava engrenado. Telê conseguira armar um grupo muito próximo do brilhante. Três peças da sua máquina - Falcão, Zico e Sócrates - exibiam um futebol à altura dos tricampeões de 1970. O Brasil tinha a melhor seleção da Copa e todas as suas virtudes seriam confirmadas na primeira partida da segunda fase: 3 x 1 sobre a Argentina de Maradona. O próximo obstáculo era a Itália, que até ali não convencera sequer os próprios italianos. E um simples empate seria o bastante para nos levar às semifinais. Não, ninguém podia imaginar. Veio a tragédia do Sarriá. Os italianos venceram por 3 x 2 em tarde de Paolo Rossi e a máquina de Telê dava adeus ao Mundial.
| 14/06/1982 |
Brasil |
2 |
x |
1 |
União Soviética |
| Brasil: Valdir Perez; Leandro, Oscar, Luizinho e Júnior; Falcão, Sócrates, Dirceu (Paulo Isidoro) e Zico; Serginho e Éder. Técnico: Telê Santana. |
| União Soviética:
Dassaev; Sulakvelidze, Chivadze, Baltacha e Demianenko; Bessonov,
Gavrilov (Susloparov), Bal e Daraselia; Shengelia (Andreev) e Blokhin. Técnico: Konstantin Beskov. |
| Árbitro: Lamo Castillo (Espanha). |
| Gols: Bal (34), Sócrates (75) e Éder (88) |
| Local: estádio Sánchez Pizjuan, Sevilha. |
| 18/06/1982 |
Brasil |
4 |
x |
1 |
Escócia |
| Brasil: Valdir Perez; Leandro, Oscar, Luizinho e Júnior; Falcão, Cerezo, Sócrates e Zico; Serginho (Paulo Isidoro) e Éder. Técnico: Telê Santana. |
| Escócia: Rough; Miller, Hansen, Hartford (McLeish) e Gray; Souness, Strachan (Dalglish) e Narey; Wark, Archibald e Robertson. Técnico: Jock Stein. |
| Árbitro: Siles (CRI). |
| Gols: Narey (18), Zico (33), Oscar (46), Éder (63) e Falcão (87) |
| Local: estádio Benito Villamarín, Sevilha. |
| 23/06/1982 |
Brasil |
4 |
x |
0 |
Nova Zelândia |
| Brasil: Valdir Perez; Leandro, Oscar (Edinho), Luizinho e Júnior; Falcão, Cerezo, Sócrates e Zico; Serginho (Paulo Isidoro) e Éder. Técnico: Cláudio Coutinho. |
| Nova Zelândia: Van Hattum; Dods, Almond, Elrick e Herbert; Sumner, McKay, Cresswell (Cole) e Boath; Rufer (Turner) e Wooddin. Técnico: John Adshead. |
| Árbitro: Matovinovic (Iugoslávia). |
| Gols: Zico (28), Zico (31), Falcão (64) e Serginho (70) |
| Local: estádio Benito Villamarín, Sevilha. |
| 2/07/1982 |
Brasil |
3 |
x |
1 |
Argentina |
| Brasil: Valdir Perez; Leandro (Edevaldo), Oscar, Luizinho e Júnior; Falcão, Cerezo, Sócrates e Zico (Batista); Serginho e Éder. Técnico: Telê Santana. |
| Argentina:
Fillol; Olguín, Galván, Passarella e Tarantini; Barbas, Ardiles e
Maradona; Bertoni (Santamaria), Calderón e Kempes (Ramón Diaz). Técnico: César Luís Menotti. |
| Árbitro: Rubio (México). |
| Gols: Zico (11), Serginho (66), Júnior (75) e Ramón Diaz (89) |
| Local: estádio Sarriá, Barcelona. |
| 5/07/1982 |
Brasil |
2 |
x |
3 |
Itália |
| Brasil: Valdir Perez; Leandro, Oscar, Luizinho e Júnior; Falcão, Cerezo, Sócrates e Zico; Serginho (Paulo Isidoro) e Éder. Técnico: Telê Santana. |
| Itália:
Zoff; Gentile, Cabrini, Collovati (Bergomi) e Scirea; Tardelli
(Marini), Antognoni e Oriali; Bruno Conti, Paolo Rossi e Graziani. Técnico: Enzo Bearzot. |
| Árbitro: Klein (Israel). |
| Gols: Paolo Rossi (8), Sócrates (12), Paolo Rossi (25), Falcão (68) e Paolo Rossi (74) |
| Local: estádio Sarriá, Barcelona. |