

A primeira participação foi logo na primeira Copa, no Uruguai em 1930, e os argentinos chegaram próximos do título, mas foram derrotados pelos donos da casa na final, de virada, por 4 a 2. Na Copa seguinte, na Itália, foram eliminados na primeira fase, graças a uma derrota para Suécia por 3 a 2.
Após um hiato de 24 anos, os argentinos voltaram à Copa do Mundo em 1954, na Suiça. Derrotaram a Irlanda do Norte no primeiro jogo, mas uma goleada de 6 a 1 sofrida para a Alemanha Ocidental, ainda na primeira fase, os mandou de volta para Buenos Aires. Em 62, no Chile, também foram eliminados sem sequer avançarem à seguda etapada do Mundial. Quatro anos depois, a Argentina avançou às quartas-de-finais, quando foi derrotada pela anfitriã Inglaterra, que chegaria ao título daquele ano.
A ausência em 1970, no México, foi a última dos argentinos em Copas do Mundo. Em 74, foram à Alemanha e saíram eliminados na segunda fase, em último no grupo de Holanda, Brasil e Alemanha Oriental.
Em 78, finalmente chegou a vez da seleção alviceleste. Os argentinos organizaram a Copa em seu país e conquistaram um título recheado de controvérsias. Naquela época, os 16 países participantes eram organizados em quatro grupos na primeira fase. Na etapa seguinte, os oito classificados eram divididos em dois grupos e o campeão de cada um fazia a grande final. Na segunda fase, o jogo decisivo da Argentina foi contra o Peru e os donos da casa precisavam de uma vitória por pelo menos quatro gols de diferença para superar o então líder do grupo B, o Brasil. A Argentina venceu o jogo por 6 a 0, triunfo que deu origem a boatos, jamais comprovados, de que os peruanos foram comprados - até hoje este assunto incomoda argentinos e, principalmente, peruanos. Comandados por Mario Kempes, os argentinos marcharam à decisão contra a Holanda e venceram por 3 a 1 na prorrogação.
Em 82, na Espanha, os então campeões não foram bem. Caíram no grupo do Brasil e da Itália na segunda fase e foram derrotados por ambos. Em 86, porém, a Argentina tomou de assalto o México com um timaço, liderado pelo melhor jogador do mundo na época, Diego Armando Maradona. Outra vez, não foi sem polêmica: na semifinal, o camisa 10 argentino fez um gol de mão que garantiu a vitória de sua seleção sobre a Inglaterra. Os ingleses protestaram, mas o árbitro jurou não ter visto. Na mesma partida, Maradona fez um gol antológico em que driblou mais da metade do time adversário partindo do meio de campo. Na final, os argentinos derrubaram a Alemanha Ocidental por 3 a 2 e conquistaram o bicampeonato.
Em 90, após uma derrota para Camarões na estréia, a Argentina se ajeitou e foi derrubando adversários difíceis, como o Brasil e a Itália, no caminho da final. Desta vez, porém, os alemães se vingaram e venceram por 1 a 0, em um gol resultante de um pênalti duvidoso.
Desde então, os 'hermanos' decepcionaram na Copa. Em 94, após um começo promissor, Maradona foi banido da competição por doping e a Argentina perdeu os dois jogos seguintes, sendo eliminada nas oitavas pela Romênia. Em 98, se seguraram até as quartas, quando a Holanda venceu por 2 a 1. E, em 2002, um vexame: com um dos melhores times de sua história, a seleção argentina caiu ainda na primeira fase, após ser derrotada pela Inglaterra e empatar com a Suécia.
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