Histórico em Copas
Time de 38, o primeiro bicampeão mundial de futebol
Em 94, só restou a Baggio e Baresi lamentarem o vice
Os italianos só ficaram de fora de duas Copas do Mundo: a primeira, em 1930, e em 58, na Suécia. A primeira participação, quando organizaram a competição de 34, já foi coroada com o título. Os italianos estrearam com uma goleada de 7 a 1 sobre os Estados Unidos, derrotaram Áustria e Espanha ambas por 1 a 0 e derrotaram a Tchecoslováquia na prorrogação da final por 2 a 1.

Quatro anos depois, na França, começaram o torneio da mesma forma que terminaram: vencendo por 2 a 1 na prorrogação, desta vez a Noruega. Nas quartas-de-final, derrubaram os donos da casa por 3 a 1 e na semifinal venceram pela primeira vez os brasileiros, por 2 a 1. Na final, uma goleada por 4 a 2 sobre a Hungria garantiu a Itália o primeiro bicampeonato do mundo.

Após a Segunda Guerra Mundial, a Itália não foi bem na Copa de 1950. No Grupo 3, foi derrotada pela Suécia por 3 a 2, e uma vitória sobre o Paraguai não foi capaz de salvá-la. Em 54, a Suíça a derrotou duas vezes, e a goleada por 4 a 1 sobre a Bélgica serviu apenas de consolo pela eliminação. Após ficar de fora em 58, voltou a ter decepções em 62. No Chile foi eliminada na primeira fase após um empate com a Alemanha Ocidental, uma derrota para os donos da casa e uma vitória contra a Suíça. Na Copa de 66, a história foi semelhante: a Itália venceu o Chile na estréia, mas perdeu para a União Soviética e Coréia do Norte nos jogos seguintes.

Em 1970, no México, a Azzurra volta a competir em alto nível. O time saiu líder do Grupo 2 e goleou os mexicanos por 4 a 1 nas quartas-de-final. Nas semifinais, disputou um dos jogos mais empolgantes da história, contra a Alemanha, vencendo por 4 a 3 na prorrogação. A equipe chegou exausta à final e foi goleada pelo Brasil por 4 a 1.

Em 1974, os italianos foram mais uma vez eliminados na primeira fase, após vencerem o Haiti, empatarem com os argentinos e perderem para a Polônia. Em 78, venceram todos os seus jogos na primeira fase de grupos, mas terminaram em segundo na segunda fase, derrotados pela Holanda. Na decisão pelo terceiro lugar, foram derrotados pelo Brasil.

O troco a essa derrota seria dado em 1982, na Espanha. E de forma memorável. O Brasil chegou ao país como franco favorito e a Itália não estreou bem, empatando seus três jogos na primeira fase e terminando em segundo no grupo. Na segunda fase, derrotou a Argentina e enfrentaria o Brasil, que só precisava do empate para se classificar. O atacante Paolo Rossi, porém, estava em tarde inspirada e marcou os três gols da vitória por 3 a 2. Nas semifinais, os italianos deixaram a Polônia para trás e derrotaram a Alemanha Ocidental na decisão para conquistar o tri, 44 anos após seu último título.

Em 1986, os italianos ficaram em segundo lugar no grupo da primeira fase, atrás da Argentina, e foram derrotados pela França nas oitavas-de-final. Em 90, voltaram a sediar o torneio e tiveram o artilheiro, Toto Schillaci, com seis gols. Venceram todos os jogos da primeira fase e passaram por Uruguai e Irlanda antes de encontrar a Argentina nas semifinais. Após empate no tempo normal e na prorrogação, a partida foi para os pênaltis. O brilho do goleiro argentino Goychochea, que salvou duas cobranças, tirou os italianos da final. Os donos da casa ficaram com o terceiro lugar ao derrotar a Inglaterra no jogo seguinte.

Em 1994, a Itália tinha o melhor jogador do mundo, Roberto Baggio, e apresentou um futebol mais ofensivo do que o de costume no país. A seleção quase não passou da primeira fase, após perder para a Irlanda, vencer a Noruega e empatar com o México, o que a deixou em terceiro lugar, mas a classificou como uma das melhores terceiras colocadas. Nas oitavas-de-final, ficou atrás no placar contra a Nigéria por todo o jogo e Baggio empatou com dois minutos para o fim. O time virou na prorrogação e derrotou a Espanha nas quartas. Na semifinal, a vítima foi a Bulgária. A decisão, novamente contra o Brasil, foi a primeira final de Copa sem gols no tempo normal. Na tensa prorrogação, o zero também não saiu do placar. Na disputa de pênaltis, o craque Baggio chutou a última cobrança por cima do gol e deu o tetra ao time de Romário e companhia.

A Itália seria vítima dos pênaltis mais uma vez em 1998, na França. Após terminar à frente do Grupo B, a equipe deixou a Noruega para trás nas oitavas e encarou a dona da casa nas quartas, empatando em 0 a 0. A decisão foi para os pênaltis e os italianos desperdiçaram duas cobranças, sendo eliminados. Em 2002, derrotou o Equador na estréia, perdeu para a Croácia e empatou com o México, encerrando a primeira fase em segundo no grupo. Nas oitavas-de-final, pegou um dos anfitriões, a Coréia do Sul, e após liderar por quase toda a partida, sofreu o empate aos 43 do segundo tempo. Na morte súbita, o coreano Jung Hwan Ahn marcou o gol da eliminação italiana.

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