A soberba é um veneno mortal
Qui, 08 Mai - 19h15 Yahoo! Esportes Exclusivo
O Maracanã é sem dúvida o maior palco do futebol brasileiro. Tragédias, sátiras e comédias se sucedem em suas quatro linhas nos últimos 58 anos. Este senhor azul cambaleante, a cada dia, prova que futebol é coisa dos homens e não dos deuses, como alguns pensam existir nos gramados.
Nem o mais famoso teatro do mundo, o Ópera de Paris, proporciona ou proporcionou exibições tão grandiosas, eloqüentes e tão memoráveis como o velho gigante. Em apenas quatro dias, mais de 32 milhões de brasileiros estiveram num céu de regozijo e prazer, comemorando o título do Campeonato Carioca sobre o titubeante Botafogo. Para 72 horas depois, estes mesmos filhos de Cabral sentirem na própria carne o veneno usado por eles.
O Arco-íris dos torcedores contrários, hoje, embebedam-se na desgraça Rubro-negra frente ao último colocado do campeonato do México. O choro, até então, propriedade dos Alvinegros, foi roubado pela “Nação”, para confirmar que a dor não tem dono. Não tem hora, nem lugar. Mas, o lugar onde doeu na noite da última quarta-feira, foi o mais apropriado possível.
Desprezar o Botafogo ao final da decisão do estadual foi a atitute que se manteve até o terceiro gol do América do México. Dirigentes e jogadores comemoravam no campo mais sagrado do futebol, ignorando o adversário humilhado uma semana antes. O time de Cuca continua sem a personalidade que se exige dos campeões, mas os mexicanos provaram que Pizarro não matou usas almas, apenas a carne e o sangue de seus antepassados foram destruídos.
Vida que segue. O Flamengo tem o seu elogiado elenco à disposição de Caio Jr. O treinador, que deveria dar continuidade ao trabalho de Joel, agora vai ter que remontar um elenco, que agora se apresenta dividido. Com Jônatas, Maxi e Leonardo esquecidos. Ibson se despedindo. E outros exigindo seu lugar ao sol, como Tardelli e Obina. E, alguns têm jogado menos do que sabem , como Juan e Léo Moura. Nada como uma tragédia para desvendar a verdade.
