Copa Libertadores nos anos 60

Yahoo! Esportes - Copa Libertadores da América 2007 - História - Anos 60
O início da luta pela América

A mais importante competição sul-americana de futebol surgiu em 1959, quando alguns dos principais dirigentes de clubes do continente se reuniram em Buenos Aires para criar uma competição da qual sairia um representante da região para disputar o título Mundial Interclubes contra o vencedor da Copa dos Campeões da Europa.


O nome original da competição, Taça Libertadores da América, é uma homenagem aos principais líderes da independência dos países da América Latina: Simon Bolívar, Dom Pedro I, José de San Martín, Antonio José de Sucre e Bernardo O’Higgins.


O formato da competição em seu início era bastante diferente do atual, contando com apenas um representante por país. Na primeira edição, em 1960, participaram os campeões de Argentina (San Lorenzo de Almagro), Bolívia (Jorge Wilstermann), Brasil (Bahia), Chile (Universidad), Colômbia (Millonarios), Paraguai (Olímpia) e Uruguai (Peñarol).


Na primeira fase, definida por sorteio, aconteceram confrontos entre Peñarol e Jorge Wilstermann, San Lorenzo e Bahia e Universidad e Millonarios. O Olímpia começou já na semifinal, quando venceu o Millonarios e se classificou para a decisão.


O outro finalista, o Peñarol, que havia batido o Jorge Wilstermann na primeira fase, bateu na semifinal o San Lorenzo. Na decisão, os campeões uruguaios conquistaram o título da primeira libertadores ao vencer o primeiro jogo por 1 a 0 e empatar o segundo por 1 a 1.


Neste primeiro ano, ficaram de fora os representantes do Equador e do Peru, países que boicotaram a competição. A partir de 1961, a Libertadores passou a contar com nove clubes, contando também com os representantes equatorianos e peruanos. Nesta época, o representante brasileiro era o campeão da Taça Brasil.


O Peñarol voltou a ser campeão no segundo ano da competição, quando o Palmeiras se tornou responsável pela primeira participação destacada de um clube brasileiro, ficando com o vice-campeonato. O time paulista ainda repetiria a posição em 1968, ao ser derrotado pelo Estudiantes na final.


Em 1962, passaram a ser dez os participantes, já que, além dos campeões nacionais, tinha vaga também o campeão da edição anterior da competição. A partir daí, a primeira fase era disputada em três grupos com três times cada e o campeão do ano anterior começava a competição já nas semifinais.


Também nesse ano o Peñarol finalmente foi superado na competição. E a façanha coube justamente ao time que até hoje é considerado um dos maiores da história do futebol: o Santos de Pelé.


Depois de passar por Cerro Porteño e Deportivo Municipal na primeira fase, o time da Vila Belmiro bateu o Universidad Católica nas semifinais e, na decisão, superou o time uruguaio após uma derrota por 1 a 0 em Montevidéu, uma vitória por 3 a 2 em Santos e uma goleada por 3 a 0 no jogo desempate, em Buenos Aires.


Em 1963 o Peixe repetiu a dose, desta vez derrotando o Boca Juniors na final, com duas vitórias, por 3 a 2 e 2 a 1. Nos anos seguintes, a equipe continuou se destacando no futebol mundial, mas acabou não chegando a outras decisões de Libertadores por priorizar turnês na Europa.


A primeira década da Libertadores ainda teve mais dois bicampeões, ambos argentinos: o Independiente, que venceu em 64 e 65 e o Estudiantes, em 68 e 69. Em 1966 o Peñarol tornou-se o primeiro tricampeão e, em 1967, o Racing conquistou o único título de sua história.


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