Copa Libertadores nos anos 80

Yahoo! Esportes - O melhor da Copa Libertadores da América na década de 80
Flamengo e Grêmio brilham

No começo dos anos 80, o desempenho dos clubes brasileiros na Libertadores acompanhou o sucesso da seleção brasileira na época, considerada uma das melhores de todos os tempos apesar das eliminações precoces tanto em 1982 quanto em 1986.


Alguns dos craques dessas duas seleções conseguiram nos clubes o que faltou na equipe nacional: títulos de expressão. Já em 1980, o Internacional liderado por Paulo Roberto Falcão ficou perto de se tornar o terceiro time brasileiro a conquista a Libertadores, mas acabou derrotado na decisão pelo Nacional, do Uruguai.


Mas a história foi diferente em 1981, com o sucesso do Flamengo de Leandro, Júnior e Zico, companheiros de Falcão na seleção de Telê Santana. Já na primeira fase, o Rubro-Negro carioca mostrou seu potencial e garantiu o primeiro lugar no grupo 3, que tinha ainda o Atlético-MG (de outro meia da seleção, Toninho Cerezo), o Cerro Porteño e o Olímpia.


Na fase semifinal, o Mengo simplesmente não tomou conhecimento dos adversários, e venceu todos os jogos do triangular contra Deportivo Cáli, da Colômbia, e Jorge Wilstermann, da Bolívia. Assim, a equipe garantiu seu lugar na final contra o Cobreloa, do Chile, que na semifinal também atropelou os adversários uruguaios do Nacional e do Peñarol.


A grande decisão teve um herói para o time brasileiro e uma frustração. Não fosse a derrota por 1 a 0 no segundo jogo, no estádio Nacional, em Santiago, o Flamengo poderia ter alcançado a façanha de se tornar campeão continental invicto. Mas o gol de Merello impediu o feito.


Assim, o título só veio depois de três partidas. No Maracanã, 2 a 1 para o Flamengo; em Santiago, o já citado 1 a 0 para o Cobreloa; e no jogo-desempate, em Montevidéu, a afirmação: 2 a 0 para o Fla. O herói da conquista não poderia ser outro: Zico, camisa 10 e maior ídolo do clube na história marcou os quatro gols (dois no Rio e dois no Uruguai) que garantiram o maior título do Flamengo até então.


A alegria dos flamenguistas em 1981, no entanto, estava apenas começando. No dia 13 de dezembro do mesmo ano, a equipe enfrentou em Tóquio um favoritíssimo Liverpool e, não só venceu, como massacrou o clube inglês na decisão do Mundial Interclubes: 3 a 0, um gol de Adílio e dois de Nunes.


No ano seguinte, contudo, o desempenho não foi o mesmo. Começando na fase semifinal, o Flamengo perdeu duas vezes para o Peñarol e foi eliminado antes da decisão. Os uruguaios acabaram conquistando o título sobre o Cobreloa e chegaram ao tetracampeonato da Libertadores.


O domínio do continente e do mundo só voltou a ser brasileiro em 1983, quando o Grêmio alcançou uma campanha semelhante à do Flamengo-81. O título da Libertadores veio com apenas uma derrota.


Na primeira fase, o Tricolor Gaúcho eliminou o próprio Flamengo, além de Bolívar e Blooming, da Bolívia. Nas semifinais, as vítimas foram o Estudiantes, da Argentina, e o América, da Colômbia. Na grande decisão, o time liderado por Renato Gaúcho enfrentou o Peñarol e conseguiu segurar um empate por 1 a 1 no Uruguai e vencer por 2 a 1 no estádio Olímpico, em Porto Alegre.


Cinco meses depois, assim como o Flamengo de Zico, o Grêmio foi ao Japão e bateu o adversário europeu. O placar de 2 a 0, com dois gols de Renato Gaúcho, consagro definitivamente o time de Porto Alegre.


Na segunda metade da década de 80, os times brasileiros não conseguiram repetir o sucesso. A década acabou marcada pelos títulos conquistados por times de menor expressão, como o Argentinos Juniors, da Argentina (85), o Nacional, do Uruguai (88) e o Atlético Nacional, da Colômbia (89).


Outros marcos históricos do período foram o sétimo título do Independiente (84), marca insuperável até hoje, o primeiro título do River Plate (86) e o pentacampeonato do Peñarol (87).


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