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Yahoo! Esportes - Copa Libertadores da América 2007 - Boca vence o Grêmio e conquista Libertadores

Boca vence o Grêmio e conquista Libertadores

Qua, 20 Jun - 23h55 Lance!

LANCEPRESS

A torcida gremista fez sua parte: lotou o Olímpico e apoiou até o fim. E o Grêmio foi guerreiro, mas não conseguiu superar, nesta quarta-feira, o Boca Juniors - que vencera o primeiro jogo da final da Libertadores por 3 a 0. O time argentino jogou na defesa e chegou aos gols com Riquelme. Com o resultado de 2 a 0, o Boca chegou ao seu sexto título da competição e vai disputar o Mundial Interclubes no final do ano.

O primeiro tempo foi de tirar o fôlego. Uma grande partida de futebol digna de final de Libertadores. Precisando do resultado, não restou alternativa ao Grêmio a partir para o ataque, mais na base da raça do que na disciplina tática.

As melhores oportunidades de gol surgia do lado esquerdo do ataque gremista, com o apoio do lateral Lúcio, um dos que mais se apresentava para o ataque. E era natural que o Tricolor investisse pelas laterais. Afinal, Tcheco, o responsável pela criação do meio-de-campo, fazia péssima partida.

Diego Souza também não esteve bem, apesar de ter sido dele a melhor chance do Tricolor na primeira etapa. Após contra-ataque, ele recebeu dentro da área e, mesmo sem ângulo, soltou uma bomba no travessão de Caranta. Mas enquanto avançava, o Grêmio dava espaço para o adversário.

Não era raro ver o Boca chegar ao ataque com mais jogadores do que defensores do Grêmio. O habilidoso e veloz Cardozo puchava os contra-ataques. Quando a bola caía nos pés de Riquelme, então, era um "Deus nos acuda". Numa trama de ambos, Palacio cruzou rasteiro e Palermo concluiu. A bola foi na rede pelo lado de fora.

O problema maior do Grêmio, contudo, não era seu meio-de-campo inoperante, nem o perigoso quarteto ofensivo xeineze. A questão era que, quando a bola chegava no ataque gremista, lá estava Tuta para atrapalhar. Quando recebia um passe um pouco mais complicado para se dominar, ele dava caneladas; quando tinha posse de bola, tocava errado; e quando recebia em condições, dava pixotadas.

Numa das suas trapalhadas, Tuta - sem querer - quase deu passe para gol de Carlos Eduardo. O centroavante deu uma bicicleta desengonçada e a bola sobrou para a revelação tricolor, que concluiu fraquinho. Na saída para o segundo tempo, era consenso entre os gremistas que era preciso tocar mais a bola para criar chances reais.

- Tá muito afobado, com todos querendo resolver logo. Temos de caprichar no último passe - disse Lúcio.

E para dar esta cadência que estava faltando, Mano pôs Amoroso no lugar do ineficiente Tcheco. E não tardou para a mexida dar resultado. Amoroso sofreu falta na direita e cruzou na área. Schiavi, sozinho, cabeceou na trave. No rebote, Diego Souza perdeu a chance mais clara da partida, "recuando" para Caranta.

O Grêmio não desanimou com o gol perdido. Lúcio continuava chamando jogo e Lucas, enfim, apresentava-se no campo ofensivo. Já o Boca passou a usar uma tática que muito bem lhe convinha: a velha catimba argentina. Afinal, a cada minuto que passava, maior era o desespero tricolor e mais perto o time argentino estava do título.

Mais do que nunca, então, o Grêmio lançou-se ao ataque. Até criou uma ou duas chances. Mas, quem chegou ao gol foi o Boca Juniors, dos pés de sua estrela maior, Juan Riquelme. O apoiador recebeu no bico da grande área com espaço e nem pensou duas vezes: soltou um chutaço no ângulo, sem defesa para Saja.

A partir de então, o Grêmio desanimou. Os gaúchos até mostravam raça, mas já não acreditavam mais no título. O Boca, que nada tinha a ver com isso, continuou fazendo seu jogo. Palacio recebeu lançamento da direita, invadiu a área e bateu cruzado. Saja espalmou e Riquelme aumentou no rebote: 2 a 0.

Schiavi ainda teve tempo para fazer um pênalti já no fim do jogo. Mas, menos mal que o batedor era Palermo, famoso desperdiçar cobranças de penalidades. E não deu outra: bola para fora.

No final do jogo, triste constatação: por mais incrível que pudesse parecer, o Imortal Tricolor estava morto. Festa, com justiça, do Boca Juniors.

FICHA TÉCNICA:GRÊMIO 0 X 2 BOCA JUNIORS

Estádio: Olímpico, Porto Alegre (RS)Data/hora: 20/06/2007 - 21h45min (de Brasília)Árbitro: Oscar Ruiz (COL)Auxiliares: Juan Carlos Bedoya (COL) e Jovani Zapata (COL) Renda/público: R$ 1.655.000,00 / 43.952 pagantesCartões amarelos: Diego Souza, Lucas, Schiavi, Lúcio (GRE); Ledesma (BOC)Cartões vermelhos: não houveGOLS: Riquelme, 23'/2ºT (0-1) e 35'/2ºT (0-2)

GRÊMIO: Saja, Patrício, Teco (Schiavi, 34'/1ºT), William e Lúcio; Gavilan, Lucas, Diego Souza e Tcheco (Amoroso, intervalo); Carlos Eduardo e Tuta (Éverton, 25'/2ºT). Técnico: Mano Menezes.

BOCA JUNIORS: Caranta, Ibarra, Morel Rodríguez, Díaz e Clemente Rodríguez; Banega (Orteman, 37'/2ºT), Ledesma, Cardozo (Battaglia, 13'/2ºT) e Riquelme; Palacio (Roselli, 42'/2ºT) e Palermo. Técnico: Miguel Angel Russo. 22:30 20/06/2007


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