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Futebol na Alemanha | Histórico em copas | Destaques

HISTÓRICO EM COPAS

Puskas cumprimenta o alemão Fritz Walter após a final de 54
Paul Breitner e Gerd Müller; os goleadores da final de 74

Os alemães só perdem para o Brasil quando se fala de Copa do Mundo. Foram 15 participações e sete finais, com três títulos. A Alemanha não foi ao primeiro Mundial, em 1930. No seguinte, na Itália, em 34, o país mostrou sua força e conquistou o terceiro lugar. Quatro anos mais tarde, os germânicos foram muito mal e amargaram uma eliminação logo no primeiro jogo.

Após a Segunda Guerra Mundial, os alemães não participaram da Copa de 50 e só voltariam à disputa em 54, na Suíça. Nesta Copa, os alemães ocidentais surpreenderam o mundo do futebol. Eles caíram no grupo da favoritíssima Hungria, então campeã olímpica. Na partida entre os dois, a Hungria de Puskas, Bozsik e Kocsis massacrou os rivais com um acachapante 8 a 3. A derrota, no entanto, fazia parte da tática alemã já que, depois do vexame, o time goleou duas vezes a Turquia e avançou à segunda fase numa chave mais tranqüila. Após deixar os iugoslavos e austríacos para trás, a Alemanha Ocidental de Fritz Walter e Helmut Rhan virou o placar na final contra a Hungria e levou a Taça Jules Rimet com uma vitória por 3 a 2.

Em 58, os alemães chegaram às semifinais e perderam para a anfitriã Suécia, terminando em quarto lugar. Em 62, a eliminação veio mais cedo, nas quartas, frente à Iugoslávia. Em 66, a Alemanha Ocidental chegou à final em Wembley, contra a Inglaterra. A partida se encerrou em 2 a 2 e foi para a prorrogação. O time da casa venceu graças a um dos gols mais polêmicos da história das copas. O inglês Geoff Hurst, aos 11 minutos do tempo extra, mandou uma bola no travessão, que em seguida quicou no gramado. O árbitro Gottfried Dienst apontou gol, mas os alemães reclamam até hoje que a bola não cruzou a linha. O placar terminou 4 a 2 a favor dos ingleses. Na Copa de 70, a Alemanha Ocidental fez campanha irrepreensível, mas foi eliminada nas semifinais pela Itália, em uma partida histórica. O líbero Franz Beckenbauer permaneceu em campo por toda a prorrogação, mesmo com um ombro deslocado. Os alemães terminariam com a medalha de bronze.

Em 74, veio o bicampeonato, em casa. Na única Copa que contou com as duas Alemanhas, os ocidentais e orientais caíram no mesmo grupo. Na primeira fase, os “socialistas” se saíram melhor, vencendo o confronto direto por 1 a 0 e ficando com o primeiro lugar do grupo. Porém, os “capitalistas” deram a última risada: pegaram um grupo mais fácil na segunda fase e se classificaram para a final, enquanto seus vizinhos foram derrotados pelo Brasil e pela toda-poderosa Holanda, que também foi à decisão em Munique. Mais uma vez, os alemães eram os azarões, mesmo com a torcida ao seu lado, e mais uma vez eles contrariaram as expectativas, com uma vitória convincente por 2 a 1.

Na Copa de 1978, um desempenho pífio na segunda fase mandou os alemães de volta para casa mais cedo. Em 82, a Alemanha foi surpreendida pela Argélia na estréia, mas se recuperou e terminou com o vice-campeonato. Quatro anos mais tarde, o segundo lugar seria novamente o destino do país, desta vez pelas mãos – literalmente - do argentino Diego Maradona.

Em 1990, a Alemanha disputou reunida a Copa do Mundo pela primeira vez desde 38. Com uma geração talentosa comandada por Lothar Matthäus, o país começou o campenato com duas goleadas, sobre a Iugoslávia e os Emirados Árabes Unidos. Nas oitavas e quartas-de-final, deixaram os rivais Holanda e Tchecoslováquia para trás. A semifinal com a Inglaterra foi uma batalha que só terminou nos pênaltis. Na final, foi a vez da vingança alemã sobre a Argentina. Com um gol de pênalti de Brehme, os germânicos conquistaram sua terceira Copa na terceira final consecutiva.

Em 94 e 98, os alemães fizeram campanhas irregulares e acabaram eliminados nas quartas-de-final por surpresas do Leste Europeu: Bulgária e Croácia, respectivamente. Em 2002, apesar das críticas e dúvidas, a seleção chegou à final, carregada nos braços e mãos do goleiro Oliver Kahn. O poderio ofensivo do Brasil, porém, provou ser demais para os europeus, que voltaram para casa com seu quarto vice-campeonato.