Futebol no Brasil | Histórico em copas | Destaques
HISTÓRICO EM COPAS
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| Tostão celebra o último gol da conquista do tricampeonato |
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| O Fenômeno vibra após marcar o gol do penta, em 2002 |
O Brasil é o único país que disputou todas as Copas do Mundo. Nas duas primeiras, em 1930 e 34, foi eliminado na primeira fase. Em 1938, um salto: terminou em terceiro lugar, após perder para a Itália nas semifinais e derrotar a Suécia por 4 a 2.
Em 1950, o país sediou a primeira Copa após a Segunda Guerra Mundial. O Maracanã foi construído na então capital federal, Rio de Janeiro, com a intenção de ser o maior estádio do mundo e virar palco da vitória brasileira. Após uma campanha impressionante, que teve goleadas de 7 a 1 sobre a Suécia e 6 a 1 sobre a Espanha, a Seleção só precisava de um empate com o Uruguai para encerrar o quadrangular final como campeão. Porém, perante 200 mil espectadores e após abrir o placar, os brasileiros viram o uruguaio Ghiggia marcar dois gols e virar o placar, dando o bi para a seleção celeste.
Após a eliminação nas quartas-de-final em 1954, o Brasil finalmente conquistaria seu primeiro título em 58. O time passou por um grupo difícil, com Áustria, Inglaterra e União Soviética, e o mundo viu Pelé, então com 17 anos de idade, e Garrincha comandarem a Seleção rumo à inédita taça. Pelé fez a diferença contra o País de Gales e a França. Na final contra a Suécia, os donos da casa saíram na frente, mas Didi e Garrincha viraram para o Brasil: vitória por 5 a 2 e a conquista da primeira estrela na camisa amarela.
Quatro anos mais tarde, viria o bicampeonato. Desta vez, Pelé jogou apenas uma partida, a estréia contra o México. Durante o empate em 0 a 0 contra a Tchecoslováquia, o camisa 10 sofreu uma contusão e saiu mancando de campo. Amarildo entrou em seu lugar e Garrincha assumiu a liderança do time. O ponta direita foi vital para a campanha brasileira e quase não jogou a final, após ter sido expulso contra o Chile na semifinal. Porém, um recurso do Brasil permitiu a presença do craque na vitória final por 3 a 1 sobre os tchecos.
Em 66, na Inglaterra, a Seleção decepcionou e foi eliminada ainda na primeira fase, derrotada por Hungria e Portugal. Em 70, porém, o futebol-arte brasileiro voltou com força total. Com Pelé novamente em forma comandando a equipe, a clássica Seleção de Gérson, Rivelino, Tostão, Jairzinho e Carlos Alberto dominou a competição e sequer empatou no torneio. Na final, uma goleada por 4 a 1 sobre um exausto time da Itália deu o tricampeonato e o direito de posse da Taça Jules Rimet ao Brasil.
Em 1974, os brasileiros caíram nas semifinais, derrotados pelo poderoso “carrossel” da Holanda. Na Argentina, em 78, uma campanha irregular levou o Brasil ao terceiro lugar, mesmo sem perder nenhum jogo. Em 82, outra decepção: a Seleção levou um time considerado por muitos o melhor de sua história, com Zico, Sócrates, Falcão, Éder, Júnior, Leandro e Toninho Cerezo, mas terminou eliminada na segunda fase pela Itália, que seria a campeã. Em 86, a eliminação seria nas quartas-de-final, nos pênaltis, contra a França. A Copa de 90, na Itália, terminou nas oitavas-de-final para os brasileiros, derrotados pela Argentina de Maradona.
Apenas 24 anos depois do tri, o Brasil chegaria ao tetra. Com uma equipe desacreditada no país, por causa de uma campanha pífia nas Eliminatórias, a Seleção venceu quase todas as partidas que disputou por pequenas diferenças, se preocupando bastante em se defender e confiando no baixinho Romário para fazer os gols. A final de 94, novamente contra a Itália, foi tensa e decidida nos pênaltis. Quando o italiano Roberto Baggio, eleito o melhor jogador do mundo no ano anterior, chutou sua cobrança por cima da baliza, os brasileiros comemoraram o título nos Estados Unidos.
Em 1998, a Seleção foi à França com banca de favorita e chegou à final alternando apresentações convincentes e vitórias apertadas. No dia da decisão, porém, Ronaldo, grande destaque da equipe e eleito melhor jogador do mundo duas vezes até aquele ano, sofreu convulsões na concentração e teve sua escalação posta em dúvida. Minutos antes do jogo, ele foi confirmado no time titular, mas esteve apático em campo, parecendo estar sob efeito de medicamentos. O resto da equipe também se abateu e a França venceu o torneio com um fácil 3 a 0.
Na primeira Copa do Mundo do século XXI, em 2002, aconteceu o oposto. O Brasil chegou novamente desacreditado, como em 94, depois de se classificar à Copa do Japão/Coréia na última partida das Eliminatórias. Porém, foi crescendo durante a competição e chegou à final contra a Alemanha. A decisão foi a redenção de Ronaldo, que após quatro anos passando por cirurgias e em dúvida se voltaria a jogar, marcou os dois gols da vitória brasileira e comandou a conquista do pentacampeonato mundial. |