Futebol na Inglaterra | Histórico em copas | Destaques
HISTÓRICO EM COPAS
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| Copa de 90; derrota na semifinal para a Alemanha Ocidental |
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| Na última Copa, a Inglaterra caiu perante os brasileiros |
Apesar de sua importância na criação do futebol, a Inglaterra só participou de 11 Copas do Mundo. Por ter desligado-se da Fifa durante as duas Guerras Mundiais, a Inglaterra estreou em Mundiais no Brasil, em 1950. Os ingleses passaram sem dificuldades pelas Eliminatórias, mas na hora da Copa pra valer, se saíram mal. Estrearam com uma vitória sobre o Chile (5-2), mas foram eliminados após derrotas para os Estados Unidos (0-1) e na revanche contra o Chile (0-2).
Em 1954, na Suíça, um empate com a Suíça e uma vitória sobre a Bélgica classificaram a seleção para as quartas-de-final, quando perdeu para o Uruguai por 4 a 2. Em 58, três empates, com Brasil, Áustria e União Soviética, mais uma derrota por 1 a 0 para os soviéticos, mandarm os súditos da Rainha de volta para casa. Em 62, uma vitória sobre a Argentina, um empate com a Bulgária e uma derrota para a Hungria foram suficientes para mandar o English Team às quartas. Mas o Brasil, rumo ao bicampeonato, marcou 3 a 1 nos ingleses.
Quatro anos depois, finalmente chegaria a vez dos “pais do futebol moderno” levarem a Taça Jules Rimet. Como anfitriões da festa, apresentaram ao mundo craques como Bobby Charlton, Bobby Moore, Geoff Hurst e o goleiro Gordon Banks. A Copa foi recheada de controvérsias, iniciada com a incrível história do roubo da taça poucos dias antes do início da competição. Ela foi recuperada por um cão chamado Pickles, em um arbusto no sul de Londres. O torneio foi um sucesso de público. Na primeira fase, os ingleses não sofreram nenhum gol, empatando com os uruguaios e derrotando México e França por 2 a 0. Nas quartas, a vítima foi a Argentina, 1 a 0. Nas semifinais, eliminaram a sensação do torneio, Portugal, por 2 a 1. A final entrou para a história como uma das melhores de todos os tempos. Após terminar empatada em 2 a 2 no tempo normal, a partida contra a Alemanha Ocidental foi para a prorrogação, quando Hurst marcou o gol mais polêmico da história. Ele recebeu um cruzamento da direita e chutou. A bola bateu na trave e quicou no gramado, mas ninguém tem certeza até hoje se ela bateu antes ou depois da linha da meta. O árbitro Gottfried Dienst validou o gol. Hurst marcaria ainda mais um para consolidar a vitória.
Em 1970, a Inglaterra chegou com expectativas de um bicampeonato, mas caiu no grupo do Brasil. Embora tenha superado Tchecoslováquia e Romênia, a equipe perdeu um equilibrado jogo para os brasileiros por 1 a 0 e se viram em segundo no grupo, classificados para enfrentar a Alemanha Ocidental nas quartas. Os alemães deram o troco pela final de 66, batendo os britânicos na prorrogação por 3 a 2.
Após ficar de fora em 1974 e 78, o English Team voltou em 82. Comandado pelo goleiro Peter Shilton, venceu todos os jogos na primeira fase para se classificar no topo do grupo. Na segunda fase, porém, empatou com a Alemanha Ocidental e com a Espanha, sendo eliminado. Em 86, uma derrota para Portugal, um empate com Marrocos e uma vitória sobre a Polônia, classificaram o time em segundo no Grupo F. Após despachar o Paraguai nas oitavas (3-0), era a vez de enfrentar a Argentina de Maradona.
A então recente Guerra das Malvinas, travada entre os dois países, serviu de pretexto para criar um clima muito tenso para o jogo. Com a bola rolando, os ingleses saíram atrás, com um gol de mão do camisa 10 argentino, outro dos mais polêmicos da história. Na mesma partida, Maradona arrancou com a bola da defesa e driblou quase todo o time inglês antes de anotar o segundo gol, um dos mais belos da história. Lineker, artilheiro daquela Copa com 6 gols, descontou para a Inglaterra, mas não havia mais tempo para reação.
Em 1990, a Inglaterra ainda tinha Lineker e Shilton, mais o talentoso e explosivo meia Paul Gascoine. Após dois empates e um triunfo sobre o Egito na fase de classificação, a equipe venceu Bélgica e Camarões em dois jogos resolvidos apenas na prorrogação, sendo que o último foi o mais emocionante daquele Mundial. Na semifinal, porém, uma velha conhecida no caminho inglês, a Alemanha Ocidental. Após empates no tempo normal e na prorrogação, os alemães passaram à final nos pênaltis. E os ingleses amargariam ainda uma derrota para a Itália na disputa pelo terceiro lugar.
Após falhar nas Eliminatórias para a Copa dos Estados Unidos, em 1994, o English team estava de volta na França, em 98. Com vitórias sobre Tunísia e Colômbia e uma derrota para a Romênia, os ingleses rumaram às oitavas-de-final. Na disputa contra a Argentina, o atacante Michael Owen apareceu para o mundo, com um golaço em que carregou a bola desde o meio-campo, driblou dois jogadores e chutou no ângulo, sem chance de defesa. Com 2 a 2 no placar, o time perdeu o meia Beckham, expulso, e se segurou até os pênaltis, quando os argentinos triunfaram por 4 a 3. Em 2002, a seleção se vingou sendo a responsável pela eliminação dos rivais, favoritos, com uma vitória por 1 a 0 ainda na primeira fase. Nas oitavas, não tomou conhecimento da Dinamarca e venceu por 3 a 0, antes de encarar o futuro pentacampeão Brasil nas quartas. Após saírem na frente, os ingleses sofreram a virada e não conseguiram se recuperar. |