
Técnico campeão olímpico e mundial auxilia brasileiros
17 de Novembro de 2009 11:40Treinador do esloveno Primoz Kozmus, atual campeão olímpico e mundial do lançamento de martelo, Vladimir Kevo está ministrando uma clínica para os atletas da equipe BM&F nesta semana. As orientações estão sendo feitas na pista de atletismo de São Caetano.
"O currículo dele fala por ele. O Kevo tem muito a passar para os atletas do Brasil. Todos querem melhorar a técnica e renovar os lançamentos", afirma Wagner Domingos, o Montanha, que treina com Kevo desde o ano passado. "Ele me manda os treinos", conta o atleta, que já sente evolução nos seus lançamentos desde que começou a 'estudar' na escola europeia de lançamentos, no ano passado, quando fez um campus ao lado de Kozmus.
Domingos é o atual recordista brasileiro do lançamento do martelo, com várias quebras de recordes nacionais no currículo - na últim vez ele chegou aos 71,87m, em Varazdi (Croácia).
"Estou feliz por estar aqui", comentou Kevo, de 41 anos, explicando que conheceu Wagner quando esteve nos meetings do Brasil (Rio, Uberlândia e Belém), em maio do ano passado. A partir daí, nasceu o intercâmbio com o brasileiro. "Acho que ele tem potencial para representar o Brasil em uma Olimpíada e em um Mundial", analisou. No Brasil, Wagner tem a ajuda dos técnicos Pedro Rival Atílio e Neílton Moura.
E Neílton disse que Kevo tem dado dicas importantes sobre o alto nível, além das informações técnicas. "Ele disse que quem está no topo da pirâmide pode ter de passar 45 dias direto num camping que só tem alojamento e pista. Não tem internet nem TV, algo parecido com o que faz o vôlei. Disse que Kozmus ficava 180 dias fora de casa num ano apenas treinando", afirmou.
Estão fazendo a clínica de Kevo os lançadores Marcos dos Santos, Anna Paula Pereira, Carla Michel e Katiuscia de Jesus Tristan e os técnicos Neilton Moura, João Paulo Alves da Cunha, Alessandra Nobre Resende (que ainda compete) e Jorge Marcos Carlos.
Para Katiuscia esse tipo de trabalho tem muita validade. "No Brasil, a gente ainda está procurando a escola que melhor se encaixa com as nossas características, com a técnica dos brasileiros. Queremos fazer como os argentinos, que encontraram seu caminho. Já tentamos a escola cubana, mas acho que a europeia é bem interessante, priorizando mais qualidade e técnica do que quantidade", comentou.






