Por Toyota, FIA reabre debate sobre 'teto orçamentário'

04 de Novembro de 2009 12:22
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A discussão na Fórmula 1, que tomou conta dos noticiários no primeiro semestre de 2009, pode não ter acabado. Nesta quarta-feira, a Toyota anunciou sua saída da F-1 por problemas financeiros e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) reascendeu o debate sobre a implementação do 'teto orçamentário', principal motivo de discórdia durante o ano.

Na ocasião, a FIA propusera limitar os gastos de cada equipe em US$ 65 milhões (atualmente, cerca de R$ 112 milhões), o que gerou indignação da Fota (associação das equipes de F-1), alegando que esses valores restringiriam tecnicamente as escuderias. Após ameaças da criação de uma categoria paralela e muita discussão, as entidades se acertaram no início de agosto, mediante a saída do presidente da FIA, Max Mosley.

O acerto foi chamado de "Pacto da Concórdia" e previa que as principais equipes da F-1 não iriam deixar a categoria. A saída da Toyota nesta quarta-feira mudou o panorama. "A FIA aceitou as medidas apresentadas pelas escuderias acreditando num compromisso a longo prazo. O anúncio da Toyota demonstra a importância das normas originalmente estabelecidas. A decisão da montadora acontece algumas semanas após a assinatura o novo acordo, que vigora até 2012", declarou a Federação em comunicado.

"É necessário um esclarecimento urgente da Toyota por sua posição jurídica em relação ao campeonato. Caberá a FIA trabalhar para assegurar que a saída da Toyota seja administrada da melhor forma. Assim, continuaremos incentivando as equipes a tomar medidas necessárias para reduzir custos, pelo o bem do esporte", completou.

E a Toyota não é a única que deixará a Fórmula 1. A fornecedora de pneus, Bridgestone, anunciou que não participará mais da modalidade após o encerramento da temporada de 2010. A antecedência do aviso, porém, tranquiliza a FIA. "Eles avisaram quase 18 meses antes, o que nos dá o tempo necessário para tomarmos as medidas adequadas", disse o comunicado.

Ferrari ataca - Max Mosley cedeu a presidência da FIA para Jean Todt. Mas as marcas que foram deixadas pelo ex-mandatário do automobilismo geram reclamações por parte da Ferrari, uma das mais tradicionais escuderias do grid.

"Na verdade, o número de equipes que deixam a Fórmula 1 (como Honda e Sauber, além da Toyota) é mais resultado da guerra entre os administradores do esporte contra as montadoras do que os efeitos da crise econômica dos últimos anos", escreveu a equipe italiana em seu site.

E o texto dos ferraristas também critica a substituição das equipes, que têm menos força que as escuderias que saíram (ressaltando que a Lotus, que teve Colin Chapman, Jim Clark e Ayrton Senna, é tem uma marca forte). Além da Lotus, Manor, USF1, Campos Racing e, provavelmente, Qadbak-Sauber entratam nas vagas de BMW Sauber e Toyota.

"A categoria continua perdendo peças importantes. Temos que ver agora quantos vão estar no grid na abertura da próxima temporada e quantos ainda estarão lá no final da temporada",

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